terça-feira, fevereiro 26, 2008

Falta de segurança deixa frentistas vulneráveis
Salvador/BA - Funcionários de postos de combustíveis trabalham com risco iminente de acidentes. Além do ambiente de trabalho ser aberto, sem haver nada que limite a velocidade de acesso dos carros, o combustível é um produto altamente inflamável e exige cuidados específicos. Esta semana dois atropelamentos, um em Salvador/BA e outro em Ribeirão Preto/SP chamaram atenção para a vulnerabilidade dos trabalhadores de postos. Para o vice-presidente do Sindicato dos Proprietários dos Postos de Combustíveis (Sindcombustíveis) , José Augusto Costa, os acidentes correspondem a fatos isolados, não corriqueiros. “Riscos sempre existem em qualquer lugar, o atropelamento poderia ter sido na porta de casa, por exemplo”, diz. Já o presidente Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis da Bahia (Sinposba), Antonio Manoel Ferreira, afirma que há uma série de ocorrências envolvendo funcionários de postos, desde assaltos, com vítima, a acidentes provocados pela falta de estrutura física, mas não são contabilizados em estatísticas. “O pessoal não denuncia porque teme represália e esta é a única fonte de renda“.
Vítimas O frentista baiano, Joel Paulo dos Santos, 30 anos, foi enterrado na manhã de quarta-feira, 13, no cemitério Campo Santo. Joel chegou a ser atendido no Hospital Geral do Estado, mas não resistiu. O acidente aconteceu no posto Chaminé, Rio Vermelho, quando um veículo em alta velocidade invadiu o local e o atingiu. O dono do estabelecimento, Giovani Ferreira, lamenta o acontecido. “Temos uma área grande de desaceleração, não ficamos na beira da via, tem espaço a vontade”. Giovani deu todo apoio necessário a família e disse que contribuirá com o que legalmente lhe couber. A 7ª delegacia investiga o caso. Em São Paulo, na cidade de Ribeirão Preto, o frentista Carlos Pereira foi atropelado por um jovem de 19 anos que dirigia embriagado.




terça-feira, fevereiro 19, 2008

Entre 11, Dräger é eleita a melhor
A Dräger Safety fabrica protetores respiratórios que atendem às necessidades dos clientes. Prova disso é que a empresa acaba de ganhar o Prêmio de Proteção Respiratória da Frost & Sullivan, empresa de consultoria e inteligência de mercado. A premiação é resultado de uma análise que leva em conta aspectos técnicos, de segurança, praticidade, conforto e design dos produtos. Os avaliadores do prêmio foram os próprios consumidores (dos Estados Unidos e da Europa). Na categoria de proteção respiratória, que teve 11 fabricantes examinados, eles elegeram a Dräger como a melhor empresa fornecedora do equipamento. A Dräger Safety oferece desde máscaras de proteção contra poeira até respiradores purificadores de ar motorizados, respiradores autônomos, de ar comprimido, e respiradores filtrantes e autônomos de fuga.
Entre 11, Dräger é eleita a melhor
A Dräger Safety fabrica protetores respiratórios que atendem às necessidades dos clientes. Prova disso é que a empresa acaba de ganhar o Prêmio de Proteção Respiratória da Frost & Sullivan, empresa de consultoria e inteligência de mercado. A premiação é resultado de uma análise que leva em conta aspectos técnicos, de segurança, praticidade, conforto e design dos produtos. Os avaliadores do prêmio foram os próprios consumidores (dos Estados Unidos e da Europa). Na categoria de proteção respiratória, que teve 11 fabricantes examinados, eles elegeram a Dräger como a melhor empresa fornecedora do equipamento. A Dräger Safety oferece desde máscaras de proteção contra poeira até respiradores purificadores de ar motorizados, respiradores autônomos, de ar comprimido, e respiradores filtrantes e autônomos de fuga.
Entre 11, Dräger é eleita a melhor
A Dräger Safety fabrica protetores respiratórios que atendem às necessidades dos clientes. Prova disso é que a empresa acaba de ganhar o Prêmio de Proteção Respiratória da Frost & Sullivan, empresa de consultoria e inteligência de mercado. A premiação é resultado de uma análise que leva em conta aspectos técnicos, de segurança, praticidade, conforto e design dos produtos. Os avaliadores do prêmio foram os próprios consumidores (dos Estados Unidos e da Europa). Na categoria de proteção respiratória, que teve 11 fabricantes examinados, eles elegeram a Dräger como a melhor empresa fornecedora do equipamento. A Dräger Safety oferece desde máscaras de proteção contra poeira até respiradores purificadores de ar motorizados, respiradores autônomos, de ar comprimido, e respiradores filtrantes e autônomos de fuga.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Jovens são as maiores vítimas de acidentes de trabalho
A taxa de incidência de acidentes do trabalho entre as pessoas de 16 a 34 anos de idade foi de 58,4 por mil vínculos de emprego, em 2006, enquanto a média nacional ficou em 18,6, de acordo com o Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho, de 2006, publicação conjunta dos Ministérios da Previdência Social e do Trabalho e Emprego, divulgado na última semana de janeiro. Essa incidência entre os mais jovens, no entanto, tem sido constante nas pesquisas divulgadas pelos dois órgãos. “É preocupante”, afirma o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer. Os números, segundo ele, revelam que os jovens, ao serem incluídos no mercado de trabalho, executam atividades mais perigosas e de maior risco. Para restringir acidentes em função de ambientes inseguros de trabalho, é necessário que, em todo o ensino regular (fundamental, médio e superior), além dos diversos cursos profissionais e o Sistema S, mantenham currículos mínimos em matéria de Saúde e Segurança do Trabalho. É que a maior probabilidade de acidentes desse grupo etário decorre também da falta de experiência profissional. Além de campanhas de prevenção, os empresários devem observar mais rigorosamente as normas regulamentadoras de Saúde e Segurança do Trabalho, intensificar os treinamentos, principalmente das pessoas mais jovens, e modificar de fato os ambientes inseguros de trabalho. Entre as normas estão o Programa de Controle Médico nas Empresas (PCMSO) e o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Com essas ações é possível reduzir as despesas da Previdência Social, que somente em 2007 gastou cerca de R$ 5,075 bilhões em benefícios acidentários decorrentes dos acidentes, doenças e mortes no trabalho. Regiões Os dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho de 2006, divulgados na última semana de janeiro, mostram que a incidência de acidentes em todas as faixas etárias é proporcional ao tamanho do mercado de trabalho em cada região. O Sudeste, por exemplo, concentra 57,14%, das ocorrências. Só no município de São Paulo foram registrados, em 2006, 45.473 acidentes de trabalho em 2006, que resultaram em 114 mortes. Em seguida, ficou o Rio de Janeiro, com 20.524 casos e 66 mortes, e Porto Alegre, com 11.453 acidentes e 14 mortes.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

VESTIARIO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL
FOTOS LAMENTAVEIS.





Condições sub humana para os trabalhadores da construção civil vestiario sem higiene nenhuma


quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Controlando o risco

Este artigo analisa as modalidades de exposição acidental aos fluídos corporais no pessoal da obstetrícia da Fundação IRCCS da Policlínica San Matteo de Pavia no período de 1994 a 2005. Observa-se que o fenômeno acidental refere-se, sobretudo, aos empregados com menos de cinco anos de serviço. O contágio ocorre, principalmente, por picada de agulha ou por instrumento cortante contaminado, ou ainda, por respingo de material biológico, freqüentemente, sem a presença de dispositivos de proteção individual. Mesmo que em alguns casos o contato tenha ocorrido com fluídos biológicos provenientes de fontes infectadas, não foi documentado nenhum caso de soroconversão no pessoal envolvido. A fim de reduzir o risco global de infecção por patógenos via transmissão hematológica, na categoria de profissionais analisada, é necessária uma atuação por parte das empresas de saúde com uma estratégia que inclua: disponibilidade de dispositivos adequados para a proteção individual, formação, difusão, respeito às normas gerais de isolamento e utilização de instrumentos providos de dispositivos de segurança. Transmissão Os profissionais da saúde estão sob risco de infecção via transmissão hematológica através da exposição ao sangue e a outros líquidos biológicos de pacientes infectados. Não obstante às recomendações, amplamente dirigidas aos profissionais de saúde, o número de exposições e de infecções acidentais permanece elevado. Estão documentados, de fato, casos de transmissão de HBV (hepatite B), HCV (hepatite C) e HIV (Aids), seja através da exposição percutânea (picadas e cortes) ou através de exposições mucocutâneas (contaminação de mucosa ou pele lesada). Tais eventos dependem da freqüência de exposição a riscos, da prevalência da doença na população (fonte), da eficácia das medidas pós-exposição e da probabilidade de infecção, uma vez ocorrido o contato com um paciente infectado. Resultados Foram identificados entre o pessoal da obstetrícia 44 acidentes ocupacionais de risco biológico, 25 (57%) relativos a lesões com objetos cortantes contaminados e 19 (43%) referentes a contato cutâneo-mucosa com líquidos biológicos. Tais exposições dizem respeito a um total de 15 estudantes e 29 enfermeiras diplomadas. O tempo de serviço entre elas era inferior a cinco anos, em 64% dos casos. O andamento temporal dos contatos acidentais evidencia uma importante queda no biênio 1998-99. Foi também calculado o índice percentual de acidentes no pessoal da obstetrícia (em formação ou não) em serviço nos diversos anos. Dessa avaliação emerge que, enquanto nos grupos dos estudantes esse índice se mante-ve sempre baixo e substancialmente estável, no grupo das enfermeiras obstétricas diplomadas houve dois picos de incidência, respectivamente em 2001 e em 2004. Proteção No que se refere ao uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), resultou ainda alto o número de trabalhadores que, no momento do acidente, não usavam nenhum equipamento (45% dos casos relatados). As luvas de látex resultaram ser os dispositivos mais utilizados (48%). Considerando os dados no seu conjunto, deduz-se que, na maioria dos casos (93%), o paciente-fonte era conhecido e, portanto, disponível para a execução das eventuais ulteriores avaliações sorológicas. No caso do paciente-fonte não ser conhecido, lembramos que o protocolo em uso no hospital prevê que se considerem potencialmente infectados todos os fluídos biológicos e, portanto, que sejam adotadas também as medidas de imunoprofilaxia ativa, passiva e ou de profilaxia farmacológica em caso de contato acidental. Somente em nove casos, ou seja, em 20,5% do total dos trabalhadores, não haviam realizado, anteriormente, a vacinação contra a hepatite B. Nenhuma soroconversão por acidentes ocupacionais foi registrada nas enfermeiras obstétricas no período considerado.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

ATO INSEGURO

ATO INSEGURO


segunda-feira, fevereiro 11, 2008

ATO INSEGURO

IMAGEM DO DIA











OBSERVE O ATO INSEGURO, QUE RESULTOU EM UMA SITUAÇÃO INSEGURA

terça-feira, janeiro 08, 2008

MTE atualiza cadastro de empresas que exploram mão-de-obra escrava Brasília/DF -



O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou na sexta-feira, 14, nova versão atualizada do Cadastro dos Empregadores flagrados submetendo trabalhadores à condição análoga à de escravo - também conhecida como "lista suja". Com a inclusão de 13 nomes e a retirada de sete empregadores, a relação passa a ter 189 nomes, entre pessoas físicas e jurídicas, não incluídos os casos de exclusão por força de decisão judicial. A listagem anterior possuía 192 proprietários.O nome do infrator só entra para a lista após o final do processo administrativo criado pelos autos da fiscalização, quando estes não estão mais sujeitos a recursos na esfera administrativa. A exclusão, por sua vez, depende do monitoramento do infrator por um período de dois anos. Se neste intervalo não houver reincidência, forem pagas todas as multas resultantes da ação de fiscalização e quitados os débitos trabalhistas e previdenciários, o nome é retirado.A atualização é divulgada semestralmente desde novembro de 2003. Os empregadores listados ficam impedidos de obter empréstimos em bancos oficiais do governo e também entram para a lista "Empresas pertencentes à "cadeia produtiva do trabalho escravo no Brasil", que serve de alerta às indústrias, ao comércio varejista e exportadores.Segundo a coordenadoria do Grupo Especial de Fiscalização Móvel, as principais causas de manutenção do nome na lista são a não quitação das multas impostas, a reincidência na prática do crime e o trâmite de ações no Judiciário - nesta caso retirando o nome provisoriamente da relação. No caso de liminar da Justiça, o nome é imediatamente excluído até eventual suspensão da medida ou decisão de mérito. No decorrer desse período, a contagem do prazo de dois anos fica suspensa. Havendo decisão judicial favorável ao retorno do nome ao cadastro, ele é novamente incluído e a contagem do prazo é reiniciada. O Brasil é signatário de diversas convenções internacionais que condenam o uso de trabalho análogo ao escravo. Segundo o Art. 149 do Código Penal, é crime 'reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto'. De 1995 até hoje, mais de 26 mil trabalhadores foram resgatados da escravidão pelos grupos móveis de fiscalização do governo federal, integrados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal, além das equipes de fiscalização rural das Delegacias Regionais do Trabalho.

quinta-feira, dezembro 20, 2007

MPT investiga morte de operário eletrocutado no RJ

Volta Redonda/RJ - O Ministério Público do Trabalho em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, iniciou uma investigação para apurar a morte de um empregado terceirizado da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), vítima de acidente de trabalho. O metalúrgico Alexandre Ferreira, 29 anos, era empregado da Sankyu S/A e morreu eletrocutado enquanto fazia manutenção de um forno, segundo informações da empresa.De acordo com os relatos, o trabalhador portava todos os equipamentos de segurança, mas estava molhado de chuva. A vítima posicionava uma luminária para executar o serviço e levou um choque. O acidente ocorreu na quarta-feira, 12. Procuradores do Trabalho e auditores fiscais estiveram na empresa para inspecionar o local do acidente.De acordo com o procurador do Trabalho Marco Antônio Sevidanes da Matta, a Delegacia Regional do Trabalho requereu às empresas toda a documentação necessária para averiguar se medidas de segurança no trabalho estão sendo devidamente tomadas. A partir das conclusões feitas pelos auditores fiscais, será possível avaliar se as empresas estão de fato cumprindo as exigências legais para assegurar a segurança dos trabalhadores."Após o encaminhamento dos laudos da Polícia Civil e do Instituto Médico Legal à DRT de Volta Redonda, os auditores fiscais, especializados em medicina e segurança do trabalho, saberão se houve responsabilidade culposa da Sankyu ou da CSN no episódio. A partir dessas informações, o Ministério Público do Trabalho em Volta Redonda poderá definir a medida adequada a ser adotada em relação ao infeliz acidente que vitimou o empregado", afirmou Sevidanes.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Conjunto de análises promete operação eficaz contra os acidentes de trabalho



Muitas empresas analisam os acidentes a partir de causas imediatas centrando nos trabalhadores as origens principais das falhas. Apesar disto, existem técnicas e métodos de análise e prevenção de acidentes. Muitas empresas consideram o serviço de Segurança e Saúde do Trabalho um mal necessário, tendo como único objetivo, o cumprimento das exigências legais mínimas que direcionam esforços, exclusivamente, para modificar o comportamento dos trabalhadores por considerarem que são os culpados pelos acidentes. As gestões das empresas não devem apenas atender as exigências legais, mas, a partir delas, instituir uma cultura de prevenção de acidentes de trabalho que garanta a segurança e a integridade dos trabalhadores, desencadeando o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade dos processos. As ações de prevenção devem focar mais a investigação e identificação antecipada das causas ao invés dos efeitos dos acidentes (lesões e danos). As empresas devem ter em mente que sempre há recursos técnicos que podem ser incluídos nos projetos e nos métodos de trabalho para prevenir o perigo, produzindo resultados compensadores às empresas, a seus funcionários e à sociedade.Assim, pode-se considerar que há um grande espaço para a reavaliação e para a implantação de modificações significativas nos modelos de gestão dentro de um novo paradigma, onde os conceitos de desenvolvimento sustentável e, principalmente o de responsabilidade social, sejam aplicados e alicercem as decisões estratégicas das empresas.Deve-se adotar uma visão prevencionista, ou seja, não podemos esperar que haja uma lesão corporal, ou até mesmo uma morte, para que seja identificada a existência de um problema no ambiente de trabalho.Já os “quase acidentes” podem ser entendidos como ocorrências inesperadas, que, por pouco, deixaram de se tornar um acidente e que devem ser considerados como avisos daquilo que pode ocorrer, sendo que, se tais notificações forem ignoradas pela empresa, o acidente ocorrerá. O conhecimento dos “quase acidentes” fornece informações para as organizações identificarem deficiências e estabelecerem as devidas medidas de controle, permitindo eliminar ou reduzir a probabilidade de que se tornem acidentes reais em uma situação futura.
Adotando-se uma visão prevencionista, deve-se considerar como causa de acidentes qualquer fator que, se não for removido a tempo, conduzirá ao acidente. A importância deste conceito reside no fato incontestável de que os acidentes não são inevitáveis e não surgem por acaso, mas sim são causados e passíveis de prevenção através de conhecimento e eliminação, a tempo, de suas causas. Os atos inseguros são os fatores pessoais dependentes das ações dos homens que são fontes causadoras de acidentes. As condições inseguras estão ligadas às condições do ambiente de trabalho que são fontes causadoras de acidentes.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Fator Acidentário: Ministro define procedimentos


Brasília/DF - O ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, editou portaria detalhando os procedimentos para implantação do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) individual por empresa, que entrará em vigor em janeiro de 2009. A aplicação do FAP vai reduzir as alíquotas de contribuição ao seguro de acidente de trabalho para as empresas com baixo risco de acidente e aumentar os percentuais daquelas com maior incidência de doenças e acidentes. A portaria, publicada sexta-feira, 23, no Diário Oficial da União, estabelece que até o próximo dia 30 de novembro, sexta-feira, o Ministério da Previdência Social divulgará em sua página na internet as informações usadas no cálculo do FAP de cada empresa, como os casos de doenças e acidentes e os dados do trabalhador. Assim, as empresas poderão verificar se essas informações do Ministério conferem com os seus registros. Para ter acesso, a empresa deverá clicar no ícone Fator Acidentário de Prevenção na primeira página do site http://www.previdencia.gov.br/. Na relação constarão a vinculação à empresa do benefício de acidente – concedido no período de 1º de maio de 2004 a 31 de dezembro de 2006 - ao Número de Identificação do Trabalhador (NIT) e o Agrupamento da Classificação Internacional de Doenças (CID). No caso de discordar das informações, ela deverá entrar com impugnação, no prazo de 30 dias, junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As impugnações deverão ser apresentadas em qualquer Agência da Previdência Social (APS), mediante preenchimento de formulário próprio, disponível no próprio site. Mesmo as empresas que já haviam manifestado discordância, deverão complementar os pedidos de impugnação, como determina o parágrafo primeiro do artigo 4º do Decreto nº 6.042, de 20 de novembro passado. Quem não o fizer, terá o pedido inicial arquivado. O INSS divulgará o resultado dos pedidos em setembro de 2008, como determina o decreto do último dia 20. FAP O Fator Acidentário de Prevenção (FAP) individual por empresa entrará em vigor em janeiro de 2009, de acordo com o Decreto nº 6.257. O FAP, criado pela Lei nº 10.666, é um mecanismo para aumentar ou diminuir as alíquotas de contribuição das empresas ao seguro de acidente de trabalho, dependendo do grau de risco de cada uma delas. Para o cálculo do FAP, a Previdência considerou as ocorrências acidentárias conforme metodologia aprovada pelo Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), e foram consideradas as ocorrências do dia 1º de maio de 2004 a 31 de dezembro de 2006. Atualmente, há três alíquotas de contribuição ao seguro de acidente de trabalho, de 1%, de 2% e de 3%. Elas são aplicadas de acordo com o grau de risco do ramo de atividade, cabendo aos setores com maior incidência de doenças e acidentes uma contribuição maior. Com a instituição do FAP, a alíquota será definida pelo desempenho de cada empresa. Aquelas com alta incidência de acidentes deverão arcar com aumento de até 100% na alíquota de contribuição, pois não cabe a todos os cidadãos via previdência a responsabilidade pelo custo dos acidentes devido a condições insalubres e inadequadas oferecidas por alguns segmentos econômicos. A intenção é criar a cultura da prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. A Convenção 187, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), recomenda aos países a adoção de políticas nacionais de prevenção de acidentes de trabalho. O FAP é um multiplicador a ser aplicado às alíquotas de 1%, 2% ou 3% incidentes sobre a folha de salários, para financiar o Seguro Acidente de Trabalho (SAT). Ele varia de 0,5 a 2,0, o que significa que a alíquota de contribuição da empresa pode ser reduzida à metade ou dobrar. Exemplo: uma determinada empresa que faz parte de um ramo de atividade de alto risco (que tem alíquota de 3%), isoladamente, apresenta os menores indicadores de risco de acidentes. Graças ao bom desempenho dessa empresa em relação à segurança do trabalho, ela tem um FAP de 0,5. Então multiplica-se a alíquota de 3% (do ramo de atividade) por 0,5 (da empresa). O resultado, de 1,5%, será a nova alíquota de contribuição dessa empresa. Já a empresa classificada no mesmo ramo de atividade, com alta incidência de morbidade, terá um FAP de 2,0, que multiplicado pelos 3% chega-se a alíquota de 6%.

quarta-feira, novembro 28, 2007

E o que é assédio moral no trabalho?

É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.
Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o 'pacto da tolerância e do silêncio' no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, 'perdendo' sua auto-estima.
O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do 'novo' trabalhador: 'autônomo, flexível', capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar 'apto' significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.
A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.
A violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com diversos paises desenvolvidos. A pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do 'mal estar na globalização", onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as políticas neoliberais.

segunda-feira, novembro 26, 2007

quarta-feira, novembro 21, 2007


DORMIR DURANTE A JORNADA DE TRABALHO

Este colaborador esta tirando uma soneca durante o horário de almoço tem condições.
Ele não tem há mínima noção do risco que ele esta correndo, com certeza absoluta neste lugar tem animais peçonhento.
Este tipo de colaborador nos técnicos de segurança temos que tomar cuidado pois se um individuo deste tipo sofre uma picada de algum animal peçonhento.
Sabe qual é a primeira pergunta que fazem para ele.
Cadê o técnico de segurança.
Ainda pagamos pela imprudência do colaborador.


O que são Animais Peçonhentos?
Animais peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de veneno que se comunicam com dentes ocos, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o veneno passa ativamente. Portanto, peçonhentos são os animais que injetam veneno com facilidade e de maneira ativa. Ex.: Serpentes, Aranhas, Escorpiões, Lacraias, Abelhas, Vespas, Marimbondos e Arraias.
Já os animais venenosos são aqueles que produzem veneno, mas não possuem um aparelho inoculador (dentes, ferrões), provocando envenenamento passivo por contato (lonomia ou taturana), por compressão (sapo) ou por ingestão (peixe baiacu).

terça-feira, novembro 20, 2007

Dezoito novos auditores fiscais tomam posse em Minas


Minas Gerais – Na segunda-feira, 12 de novembro, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) deu posse a cem dos 192 auditores fiscais do Trabalho nomeados nas edições de 25 e 26 de outubro deste ano do Diário Oficial da União. Eles foram aprovados no último concurso, em 2006.
A cerimônia aconteceu em Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs) dos 16 estados onde os auditores irão atuar: Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá, Acre, Tocantins, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e São Paulo. O estado do Maranhão terá 92 novos auditores fiscais, que tomarão posse no dia 21 de novembro.
Em Minas Gerais, 18 novos auditores fiscais tomaram posse, no dia 12 de novembro às 10 horas na sede da Delegacia Regional do Trabalho (10º andar- auditório A). Os servidores serão lotados nas cidades de Governador Valadares,Teófilo Otoni, Patos de Minas e Montes Claros.

segunda-feira, novembro 19, 2007

Toldo desaba em cima de chapeiro em Camboriú


Camboriú/SC - Um acidente marcou o início da tarde de sexta-feira, 9, em Balneário Camboriú, na Avenida Brasil, 3700. O chapeiro Júlio César, de 27 anos, foi atingido por um toldo quando saía do trabalho.
Segundo seu patrão, Elton Garcia, proprietário do Point Bier, Júlio trabalha no período da madrugada em seu estabelecimento há cerca de um ano. Ontem, por volta do meio dia, ele deixava o trabalho, e quando se dirigia para pegar sua motocicleta, que estava estacionada próxima à calçada, o toldo de proteção do Edifício Paola Gabriela desabou em cima dele. Outro homem, que realizava a lavação do prédio, que está em obras, teria provocado acidentalmente a queda. O trabalhador perdeu o equilíbrio e caiu sobre o toldo, que de imediato desabou. O chapeiro perdeu os sentidos na hora, e sofreu algumas lesões. O SAMU foi acionado e o encaminhou ao Pronto Socorro do Hospital Santa Inês com suspeitas de edema na região lombar. Por volta das 16 horas, o trabalhador estava no setor de tomografia.
Com a queda da proteção, algumas mesas e cadeiras do bar ficaram danificadas, e segundo Garcia, foram elas que provavelmente salvaram a vida de seu funcionário.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Perdigão é condenada a pagar R$ 44 mil a empregado que perdeu o dedo


Goiás/GO - A 1ª Turma do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Goiás (18ª Região) condenou a Perdigão Agroindustrial S.A. a pagar R$ 44 mil por danos materiais (R$ 24 mil), morais (R$ 10 mil) e estéticos (R$ 10 mil) a uma auxiliar de produção da empresa. A empregada perdeu um dos dedos mínimos em acidente do trabalho.
Segundo informações do tribunal, a autora da ação teria tropeçado e se desequilibrado. Ao apoiar-se numa veneziana móvel, foi atingida pela hélice de um exaustor que, no momento, ventilava o criatório de aves onde a empregada trabalhava.
A perícia constatou que a mão da empregada ficou presa por cerca de quatro minutos, pois o comando de desligamento da máquina não estava acessível.
O relator do processo, juiz convocado Aldon do Vale Alves Taglialegna, argumentou que houve culpa concorrente da empresa para a ocorrência do acidente porque não providenciou proteção adequada para a execução do trabalho.
Segundo ele, não havia qualquer grade interna separando os empregados dos exaustores. “Clara está a existência do nexo causal entre o dano decorrente do acidente sofrido e a conduta omissiva e negligente da empresa”.
Taglialegna diz que a atitude omissiva da Perdigão violou o artigo 5º, inciso XXII, da Constituição Federal, que dispõe ser direito do trabalhador a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança.

Fonte: A Última Instância - 9/11/2007

quarta-feira, novembro 14, 2007

Pesquisa do Cremesp revela que médicos acumulam múltiplos empregos São Paulo -

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) apresentou, no dia 31 de outubro de 2007, o resultado de pesquisa inédita sobre o trabalho do médico no Estado de São Paulo.Realizada pelo Datafolha Instituto de Pesquisas, a pesquisa revela que os médicos paulistas cumprem carga horária excessiva e acumulam vários empregos. Além disso, a pesquisa traz informações sobre salário e remuneração, locais de trabalho e a opinião dos médicos sobre a profissão, as restrições impostas pelos planos de saúde privados e sobre as condições de trabalho nos serviços de saúde.
A pesquisa integra uma série de estudos recentes do Cremesp. No dia 9 de outubro o Conselho divulgou levantamento sobre denúncias e processos ético-profissionais contra médicos. No dia 16 de outubro foi divulgado o estudo sobre o perfil do médico no Estado. Nas próximas semanas serão apresentados mais dois levantamentos inéditos: Especialidades Médicas e Ensino Médico.
A seguir as principais conclusões.
1. Em média, os médicos trabalham em três diferentes empregos. Mas 32% dos profissionais têm quatro ou mais locais de trabalho.
2. Os médicos paulistas cumprem uma carga horária semanal média de 52 horas. Quase um terço deles, ou 30%, trabalha mais de 60 horas por semana. Os mais jovens são os que trabalham maior número de horas. A maior parte dos médicos trabalha até 20 horas semanais, ou seja, até 4 horas por dia em cada local.
3. O Sistema Único de saúde (SUS) é o maior empregador de médicos no Estado de São Paulo. Os médicos trabalham principalmente em hospitais públicos (51%), em hospitais particulares (44%) e em consultórios (40%). Além disso, 55% dos médicos prestam serviços (atendem pacientes) a planos de saúde privados. Os médicos mais jovens são maioria nos hospitais públicos (76% dos profissionais até 29 anos trabalham no SUS) e são minoria (13% dos que têm até 29 anos) nos consultórios.
4. O ganho mensal no exercício profissional - somando os vários locais de trabalho -, fica entre R$ 3 mil e R$ 6 mil para 26% dos médicos; 19% ganham entre R$ 6 mil e R$ 9 mil. Os jovens e as mulheres médicas têm menor salário.Um terço dos médicos mais jovens recebem até R$ 3 mil. A maioria das mulheres está nas faixas salariais que vão até R$ 6 mil (48% contra 25% dos homens).
5. O valor médio declarado que o médico cobra por uma consulta particular é de R$ 145,00. Já o valor médio da consulta paga ao médico pelos planos de saúde é R$ 30,00.
6. Os médicos afirmam que gastam em média R$ 2.500 mensais para manter suas atividades profissionais, levando em conta todas as despesas, inclusive com manutenção do consultório, transporte, estacionamento, alimentação, atualização profissional, impostos etc.
7. 44% dos médicos estimam gastar de uma a duas horas, ou mais, nos deslocamentos entre a casa e os trabalhos; 63% dos vínculos de trabalho estão na cidade onde o médico mora.
8. 38% dos médicos afirmaram já possuir registro de pessoa jurídica para prestar atendimento médico, uma exigência cada vez mais freqüente dos empregadores, sobretudo dos planos de saúde.
9. Mais da metade dos médicos paulistas - 55% deles - atende paciente por plano de saúde ou convênio médico. Nesse grupo, 43% afirmaram ter sofrido ou sofrer "algum tipo de restrição ou imposição das operadoras de plano de saúde". A grande maioria (82%) citou dificuldades com a "autorização de consultas, internações, exames, procedimentos e insumos". Quase a mesma porcentagem deles (81%) informou restrições em "glosar procedimentos ou medidas terapêuticas". As demais interferências citadas foram "restrição a doenças pré-existentes" (59% citaram essa dificuldade), "tempo de internação de pacientes" (55%), "atos diagnósticos e terapêuticos mediante designação de auditores" (54%) e "descredenciamento" (42%). Outros 38% afirmaram que a operadora interfere na determinação do "período de internação pré-operatório". Além dessas restrições e imposições que interferem no exercício profissional do médico e no direito do paciente, 22% dos entrevistados citaram a "quebra de sigilo" por parte das operadoras.
10. Seis em cada dez médicos paulistas, ou 61%, afirmam estar "satisfeitos" com a profissão. - 10% disseram estar insatisfeitos com o que fazem. E um grupo de 29% - quase um terço da categoria - disse estar "nem satisfeito, nem insatisfeito". Vocação e boa remuneração são os principais motivos de satisfação. Os médicos insatisfeitos apontam como principais problemas a baixa remuneração,a jornada de trabalho excessiva e as condições inadequadas de trabalho. A profissão é definida pelos médicos tanto com menções positivas ("dedicação" ; "ótima profissão" e "gratificante") quanto com menções negativas ( "difícil", "árdua" e "estressante").