terça-feira, julho 10, 2007
DISCRIMINAÇÃO NO TRABALHO É COMUM CONTRA PORTADORES DE HIV
O Ministério da Saúde lança hoje um banco de dados sobre violações de direitos e discriminação contra portadores do vírus HIV. As organizações que atuam na área poderão denunciar esses crimes pela internet. Com isso, governo e sociedade civil esperam fazer um mapeamento sobre o perfil dessas violações. De acordo com o diretor-adjunto do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Carlos Passarelli, um dos tipos de discriminação mais comuns vividos por portadores de HIV ocorre no trabalho. Seja no processo de contratação, seja em demissões sem justa causa.
As pessoas que estão empregadas muitas vezes são demitidas e as pessoas que estão procurando emprego não são admitidas quando se descobre que essa pessoa é portadora de HIV, conta Passarelli. A obrigatoriedade do teste anti-HIV na admissão de empregados, ou durante a vigência do contrato de trabalho, é vedada por vários dispositivos legais. A Lei n.º 9029/95, por exemplo, proíbe a testagem de gravidez e outras práticas discriminatórias para efeitos admissionais ou de permanência no trabalho. Na mesma linha, a Portaria Interministerial n.º 869, de 11 de agosto de 1992, assinada pelos ministros da Saúde, Trabalho e Administração, proíbe a testagem para detecção do vírus HIV nos exames pré-admissionais e periódicos de saúde no caso dos servidores públicos.
O Programa Nacional de DST/Aids financia 48 assessorias jurídicas de diversas organizações não-governamentais que acolhem denúncias de portadores do vírus HIV em questões trabalhistas e outras, assessoram vítimas de discriminação e preconceito, acompanham as ações judiciais e fornecem informações sobre legislação e Aids. Todo o atendimento é gratuito. A relação completa de projetos de assessoria jurídica em HIV/Aids financiados pelo Ministério da Saúde está no endereço eletrônico www.aids.gov.br, no ícone Direitos Humanos e Legislação. Além disso, você tem o trabalho das próprias organizações e dos órgãos públicos como as defensorias, que podem ser acionados para denunciar e para encaminhar e resolver alguma situação decorrida no desrespeito aos direitos humanos de pessoas com Aids, explica Passarelli.
Quem se sentir discriminado pode procurar ainda os Núcleos de Prática Jurídica das Faculdades de Direito, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e os serviços como Balcões de Direito e Centros de Referência em Direitos Humanos. Para denunciar, é preciso ter testemunhas ou documentos que comprovem a discriminação.
MUNICIPIO DEVE INDENIZAR CARI CONTAMINADO
Brusque/SC - O Município de Brusque (SC) foi condenado a pagar indenização de R$ 140 mil a um gari que se contaminou com vírus HIV ao coletar lixo hospitalar. O acidente ocorreu em 1995, quando o lixeiro - que não teve o nome divulgado - fazia a coleta de seringas junto ao hospital Cônsul Carlos Renaux. Ao pegar um saco de lixo, ele sentiu uma picada no dedo e percebeu que havia encostado numa agulha suja de sangue. Alguns meses depois, um exame detectou a presença do vírus no seu organismo. A advogada Albaneza Tonet explicou que o gari, que é servidor municipal, venceu em primeira instância, em sentença proferida em 2004, e agora o STJ confirmou a decisão contra a prefeitura local por permitir que "agulhas fossem acondicionadas em saco de lixo fora dos padrões de segurança". Explicou ainda que o gari não integrava grupo de risco e que nas duas sentenças a Prefeitura de Brusque foi condenada pelo fato de não ter tomado providências imediatamente após a denúncia da contaminação. "O lixeiro alertou os colegas e superiores após sentir a picada da agulha ensangüentada", disse.
sexta-feira, julho 06, 2007
FISCALIZAÇAÕ RESGATA TRABALHADORES EM FAZENDA NO PARÁ
Brasília/DF- O Grupo Especial Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou, nesta quarta-feira (7), 20 trabalhadores em condições de trabalho forçado, na região de Eldorado dos Carajás, no estado do Pará. Entre eles, uma mulher e um menor de idade. O proprietário da fazenda Iraque, Aurélio Anastácio de Oliveira, é reincidente no crime. Em 2006, trabalhadores foram resgatados no mesmo local. Nos dois resgates, eles trabalhavam no pasto, já que a propriedade tem a criação de gado como sua principal atividade. Os trabalhadores estavam sem receber seus salários, com dívidas no mercado da fazenda - que cobrava preços abusivos - e em alojamento precário, com água imprópria para consumo, sem instalações sanitárias, energia elétrica, e outras irregularidades. De acordo com o coordenador do grupo móvel, Humberto Célio Pereira, há uma semana os trabalhadores se alimentavam apenas de farinha e carne de caça. A maior parte das pessoas resgatadas é do estado do Maranhão e as demais são da própria região de Eldorado dos Carajás. Serão pagos R$ 28.107 em verbas rescisórias. Os trabalhadores libertos também terão direito a três parcelas do seguro-desemprego no valor de um salário mínimo.
quarta-feira, julho 04, 2007
CONSTRUÇÕES PODEM GERAR PROBLEMAS DE SAÚDE
Ainda não muito conhecido do grande público, o termo Síndrome do Edifício Doente (SED) é um conjunto de sintomas agudos que se manifesta em ocupantes de prédios ou casas contaminadas. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Sáude), os sintomas mais comuns da SED são dores de cabeça, irritação nos olhos, nariz ou garganta, tonteira, náusea, dificuldade de concentração, fadiga física e mental. Aparentemente, estes sintomas estão relacionados ao tempo que as pessoas passam dentro dos edifícios, mas a causa direta não pode ser imediatamente identificada, uma vez que quando as pessoas deixam os prédios, os sintomas desaparecem. Segundo Fábio Assumpção Costa, Coordenador de Biossegurança da APS Associados, empresa líder nacional em gestão de SSMA (Segurança, Saúde e Meio Ambiente), as causas da SED são atribuídas a contaminantes químicos e biológicos internos e externos, oriundos de ventilação inadequada de sistemas de aquecimento e ar-condicionado que não distribuem ar de forma eficiente, propiciando o crescimento e a multiplicação de fungos e bactérias no ambiente. "Água estagnada na rede de dutos, umidificadores e bandejas de condensação, ou mesmo umidade acumulada em telhas, carpetes, paredes e vasos de plantas também servem de reservatórios para microorganismos que causam doenças e irritações", completa Fábio.
DOENÇAS RELACIONADAS AO EDIFÍCIO
Uma conseqüência mais nociva de ambientes inadequados para longas permanências é a Doença Relacionada ao Edifício (DRE), que gera sintomas diferentes, como tosse, dor no peito, febre, calafrio e dor muscular. Ao contrário da SED, o termo DRE deve ser mencionado quando os sintomas são identificados e diretamente atribuídos a contaminantes do ar interior. Nesse caso, o paciente pode necessitar de um longo período para recuperação, incluindo acompanhamento médico e até mesmo a internação. De acordo com dados recentes do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), exemplos trágicos de DRE são o câncer de pulmão e doenças cardíacas em fumantes passivos. NR-32 - Obrigatória e benéficaPublicada no Diário Oficial da União em 2005, a NR-32 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) traz importante reforço às legislações do Ministério da Saúde e da ANVISA em relação às normas de ventilação para ambientes interiores, diretamente relacionado aos hospitais e a todos os outros serviços de saúde. A norma exige que os sistemas de climatização sejam submetidos a procedimentos de manutenção preventiva e corretiva para preservação da integridade e eficiência de todos os seus componentes. O cumprimento da legislação tende a gerar muitos benefícios para as condições de trabalho nas organizações, como maior bem estar, aumento na produtividade, minimização de riscos à saúde e melhor qualidade de vida.
terça-feira, julho 03, 2007
TECNÓLOGO EM SEGURANÇA DO TRABALHO
Nos últimos anos, temos nos deparado com o surgimento de diversos cursos com habilitação para tecnólogo em segurança do trabalho. Isso tem colocado os interessados em fazer esse curso em situação de total confusão sobre a legalidade de inserção no mercado de trabalho. O Ministério do Trabalho e Emprego, historicamente, adota o princípio da não regulamentação de nova profissão que conflite com funções de outra profissão já existente. Nesse contexto, é sabido que já existem profissões regulamentadas com funções específicas para a área de segurança do trabalho. Essas funções cabem aos técnicos de segurança do trabalho, em nível médio, e aos engenheiros de segurança, em superior. Percebe-se que ocorre conflito de competências e de funções entre esses dois profissionais, torna-se, assim, fácil concluir que a criação de uma terceira profissão para ocupar as mesmas bases de funções acirraria ainda mais este quadro. Além de representar uma quebra de princípio para regulamentação de profissões. Fica evidente que os interressados em vender o curso de tecnólogo, que defendem a regulamentação dessa nova profissão, não são comprometidos com as relações de trabalho e com uma política de cursos profissionalizantes, por se tratarem de estabelecimentos de ensino que visam apenas vender um produto. O "curso de tecnólogo em segurança" é visto, dessa forma, como alternativa de receita já que os cursos de formação de técnico de segurança estão esgotados. Esse esgotamento se dá pelo fato de que no Estado de São Paulo, nos últimos 10 anos, o número de escolas de formação de Técnico em Segurança saltou de 10 para 280. Isso resultou em uma oferta de profissionais excessivamente maior do que o mercado de trabalho necessitava, chegando a dados concretos de mais de 35% dos técnicos de segurança formados sem oportunidade de inserção no mercado de trabalho. Chegou-se ao absurdo de uma classe inteira de uma Escola, formada há 3 anos, onde nenhum profissional conseguiu até o momento o 1º emprego como Técnico de Segurança do Trabalho. Diante deste quadro, indaga-se qual o papel do MEC, das Secretarias Estaduais de Ensino e do Conselho de Educação em não conter este quadro. O que se verifica é o desinteresse destes órgãos do governo, servindo apenas como depósitos de planos de cursos e aos interesses comerciais destes estabelecimentos de ensino, assessorados por profissionais irresponsáveis. Os vendedores destas iniciativas junto a estabelecimentos de ensino e os proprietários desses locais deveriam ser penalizados em esferas como MTE, MPT e Defesa do Consumidor. É sabido, ainda, que para execução das ações técnicas em segurança e saúde do trabalho, conforme a NR-4, há o SESMT composto por 4 profissões - Técnicos de Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança, Médico do Trabalho e Enfermagem do Trabalho. No entanto, experiências têm demonstrado que, de acordo com as especialidades, mais de 20 outras profissões poderão fazer interface de forma complementar. Nesse quadro, o "tecnólogo em segurança" é absolutamente dispensável para não se sobrepor às funções dos técnicos de segurança e engenheiro de segurança do trabalho. Por outro lado, os estabelecimentos de ensino do Estado de São Paulo, apesar de alertados previamente sobre esta iniciativa irresponsável, vêm persistindo na continuidade destes cursos. Parece haver uma certeza de impunidade em relação ao Estado. Pretende-se, assim, a regulamentação desta profissão junto ao MTE ou reconhecimento dos mesmos como técnicos de segurança, saindo da condição de vendedores de produto enganoso e apostando na possibilidade de sensibilização do MTE em solucionar uma situação eventualmente de caráter social. No entanto, essa regulamentação não atende às necessidades dos trabalhadores, nem visa à segurança dos mesmos. Além de aumentar os problemas ao invés de solucioná-los. Para quem defende a inserção do tecnólogo como solução de demanda de mercado de trabalho, lembramos que este mercado historicamente carece de especialistas, ou seja, técnico de segurança com especialização por segmento de atividades de produção ou serviços. Assim, técnicos de segurança se especializariam em áreas como construção civil, metalúrgica, química, eletricidade, entre outras. Além disso, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) reconhece como curso de extensão por especialidade aqueles com no mínimo 20% do curso de formação. No caso do técnico de segurança que na sua formação requer 1200 horas / aulas de forma presencial, as especializações deverão ser no mínimo de 240 horas de curso. Não somos contra a educação continuada e nem do emprego da tecnologia no ensino, porém não podemos admitir esta venda de sonhos, sabendo-se que o tecnólogo de segurança do trabalho não poderá fazer complementação para Engenharia de Segurança por falta de reconhecimento pelo MEC e Sistemas CONFEA / CREA. Aos que procuram encurtar o caminho para a formação superior de 3º grau, lembramos que conforme dados da OIT e do próprio mercado de trabalho, os profissionais de nível técnico são os mais requisitados, havendo uma carência de mão de obra técnica no mundo. Assim sendo, nós, técnicos de segurança do trabalho, devemos investir na auto-estima e na especialização, sem entrar em modismo ou jogo de interesse especulativo, que não leva em conta os princípios de defesa da preservação da saúde do trabalhador de forma responsável. Vale lembrar ainda que se a solução para implementação das ações técnicas no Brasil dependesse somente de profissionais de nível superior, discurso de quem defende a profissão de tecnólogo como substituto natural do técnico de segurança no futuro, a lógica seria acabar com a profissão de técnico de segurança, deixando o espaço para que o engenheiro de segurança resolvesse todos os problemas de segurança do trabalho. Portanto sejamos socialmente responsáveis. E os que se sentirem enganados, devem buscar reparação dos prejuízos morais e econômicos, por ação ou omissão dos diretamente responsáveis. O conformismo e imobilismo são nossos principais inimigos e base de sustentação dos especuladores da boa fé dos cidadãos do bem.
Armando Henrique Presidente - SINTESP
segunda-feira, julho 02, 2007
WALL - MART ENFRENTARÁ MAIOR AÇÃO TRABALHISTA DOS EUA
Estados Unidos - A rede varejista Wal-Mart - que é controladora, também, no Brasil, dos Supermercados Nacional - vai enfrentar uma das maiores ações trabalhistas da história dos Estados Unidos. A 9ª Corte Federal de apelação de São Francisco, na Califórnia, aceitou ontem o processo que acusa a empresa de pagar salários menores para as mulheres e oferecer menos oportunidades de promoções. A informação é de agências de notícias internacionais e de jornais americanos. Os advogados de acusação estimam que 1,6 milhão de funcionárias foram discriminadas desde 1998. A ação pede que a rede retorne a diferença do que era pago para estas mulheres em relação a homens que ocupavam cargos na mesma posição. “É melhor levar este caso como uma ação coletiva do que obstruir as cortes federais com inúmeros processos individuais que reclamam o mesmo problema”, afirma decisão do tribunal, que não entrou no mérito da questão. “Embora o tamanho desta ação de classe é grande, o mero tamanho não torna o caso incontrolável”, diz o julgado. Desde dezembro de 2005, a Wal-Mart já perdeu dois casos em tribunais da Califórnia e Pensilvânia. As ações geraram indenizações de US$ 251 milhões.
sexta-feira, junho 29, 2007
RECEBE DOCUMENTOS SOBRE MORTE NA OBRA DO METRÔ
Brasília/DF - O Consórcio Via Amarela atendeu a notificação da Delegacia Regional do Trabalho no Estado de São Paulo (DRT-SP), e entregou os documentos que instruirão os procedimentos da análise das causas do acidente de trabalho que provocou a morte do funcionário do Consórcio Francisco Sabino Torres, no último dia 12 de janeiro. Segundo auditores fiscais que integram a força-tarefa que fiscaliza as condições de segurança e saúde do trabalhador nas obras da futura linha 4, à medida que a análise das causas do desmoronamento for aprofundada, mais documentos serão pedidos ao Consórcio. A obra da futura estação de Pinheiros do Metrô continua embargada, pois as exigências feitas pela DRT/SP no último dia 30 de janeiro ainda não foram cumpridas pelo consórcio. Entre as exigências, estão as seguintes: reformulação do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT), que deverá conter o método de escavação a ser utilizado; os riscos a que os trabalhadores estarão expostos e as medidas preventivas coletivas e individuais que serão utilizadas; o sistema de monitoramento das movimentações das estruturas e do terreno, bem como os procedimentos de repasse das informações; e os procedimentos emergenciais a serem adotados em caso de acidente ou de ser necessário retirar os trabalhadores do local.
quarta-feira, abril 18, 2007
ACIDENTE DE TRABALHO: SAI ANUÁRIO ESTATÍSTICO 2005
O Ministério da Previdência Social e o Ministério do Trabalho e Emprego acabam de publicar a edição 2005 do Anuáruio Estatístico de Acidentes de Trabalho (AEAT), que tem por base informações coletadas pelo INSS por meio da Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT). A obra tem importância especial para quem atua na área de saúde e segurança do trabalhador, pois oferece uma base de conhecimentos que favorece a busca de soluções para diversas questões em saúde e segurança no trabalho. O Anuário pode ser acessado pela Internet.Esta edição apresenta dados sobre acidentes de trabalho e suas principais conseqüências, como também os setores de atividade econômica e a localização geográfica de ocorrência dos eventos. Segundo a apresentação da publicação, "Desta forma, é possível construir um diagnóstico mais preciso acerca da epidemiologia destes acidentes, e propiciar a elaboração de políticas mais eficazes para as áreas relacionadas com o tema. São apresentadas ainda estatísticas sobre acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças - CID mais incidentes por região"."Pelo terceiro ano consecutivo são publicadas estatísticas básicas sobre acidentes do trabalho nos municípios brasileiros, contemplando os acidentes registrados por motivo e o número de óbitos causados por acidentes de trabalho, o que permite um detalhamento maior sobre a distribuição espacial dos acidentes de trabalho no país. Também é publicado um conjunto de indicadores de acidentes do trabalho por setor de atividade e unidade da federação, que permitem mensurar a exposição dos trabalhadores aos níveis de risco inerentes à atividade econômica, permitindo o acompanhamento das flutuações e tendências históricas dos acidentes e seus impactos nas empresas e na vida dos trabalhadores", esclarece a apresentação.
quarta-feira, março 28, 2007
Lucro e perigo que vêm do carvão
A Colômbia recebeu em 2006 mais de US$ 1,3 bilhão com a venda de carvão. Mas os trabalhadores do setor têm empregos temporários, insuficiente proteção sanitária e muito pouca segurança trabalhista. Segundo o Ministério de Minas e Energia, em 2004 foram atendidos 17 acidentes nas minas de carvão; em 2005 foram 40 e no ano passado 44. Em fevereiro passado, 40 pessoas morreram em duas explosões, uma em Sardinata, no departamento Norte de Santander, no nordeste, e outra em Gámeza, Boyacá, no centro-leste do país. O número de acidentes pode superar as estatísticas do ministério.
“Calcula-se dois acidentes diários, a maioria não informada por medo da suspensão dos trabalhos nas minas e conseqüente ausência de recursos econômicos”, sobretudo “no caso dos mineiros de pequena escala”, disse à IPS Tatiana Roa, diretora da organização não-governamental Censat-Água Viva. “Nos mesmos dias dos acidentes em Santander e Boyacá ocorreram outros dois que não conseguiram repercussão na imprensa”, disse à IPS o advogado Francisco Ramírez, secretário-geral do Sindicato de Trabalhadores Mineiros, da Energia, Metalúrgicos, Químicos e de Indústrias Similares.
As razões das explosões em Sardinata e Gámeza seguem sob investigação do estatal Instituto Colombiano de Geologia e Mineração, que já determinou a ilegalidade do sistema de túneis boyacense. Em igual condição se encontra uma quantidade indeterminada de minas de carvão, admitiu o ministro do setor, Hernán Martinez, perante o conselho comunal de 24 de fevereiro no município mineiro de Ubaté, 112 quilômetros a nordeste de Bogotá, em Cundinamarca. A ausência de estatísticas confiáveis impede saber quantas pessoas trabalham nas minas, incluindo menores de 18 anos.
“A tradição da exploração carbonífera de pequena escala no centro do país, o crescimento do preço internacional do mineral e a necessidade de renda dos mineiros pobres motivam a exploração ilegal com participação de crianças e jovens nos túneis, pois a pouca largura das minas muitas vezes impede a entrada de adultos”, explicou Roa. As mulheres, seguindo crenças ancestrais, não entram. “Afirma-se que elas trazem maus augúrios, por isso cuidam da alimentação dos trabalhadores, do serviço domestico e cuidam das hortas”, acrescentou.
A Organização Internacional do Trabalho o escritório na Colômbia do Fundo das Nações Unidas para a Infância desenvolveram jornadas educativas sobre o perigo que correm as crianças que trabalham nas minas, espcialmente em Boyacá, onde é mais forte a tradição mineira por meio de túnel. “Isto foi mudando com o tempo de maneira favorável. Onde há escolas, as crianças freqüentam as aulas em um período e trabalham na mina no outro”, disse Ramírez. “Vou à escola pela manhã e vou à mina quando não tenho tarefa... e quando me pagam”, disse à IPS Roberto Morales, de 11 anos, no perímetro urbano de Ubaté. “Eu ajudo meus país nos fins de semana”, acrescenta seu irmão, Miguel, de 9 anos.
O trabalho infantil “se relaciona com a idiossincrasia da região. Em Boyacá existe um tradição de unidade familiar muito forte, enquanto em Antioquia (norte), por exemplo, prevalece o desejo de obter renda”, explicou Roa. Mas, em todo o país “a mineração por túneis está desprotegida”, acrescentou Ramírez. Em 2001, foi expedido o Código de Minas, ou Lei 685, para fomentar a atividade, e em 2004 o governo de Álvaro Uribe liquidou a estatal Empresa Nacional Mineira (Minercol) também encarregada de desenvolver as políticas do setor.
Estes passos “suprimiram quase completamente as medidas de segurança dos trabalhadores e favoreceram a intervenção internacional”, continuou Ramírez. “Na Minercol realizávamos trabalho de prevenção. Tínhamos uma unidade de resgate, zonas de treinamento e convidávamos especialistas poloneses para treinarem nossos funcionários da área de salvamento”, disse o sindicalista. A Colômbia possui as maiores reservas carboníferas da América Latina ocupa o quinto lugar mundial em exportação de carvão térmico, de grande pureza, pois contém menos de 1% de enxofre.
Este mineral é usado sobretudo para a geração térmica de eletricidade, competindo no mercado internacional com os combustíveis refinados do petróleo, gás natural e lenha. No extremo norte, em La Guajira, fica o complexo mineiro a céu aberto maior do mundo, Carbones El Cerrejón, com 69 mil hectares e produção diária de 80 mil toneladas do mineral. Propriedade das multinacionais BHP Billiton, Anglo American e Glencore – de capitais britânicos, australianos, norte-americanos e suíços – sua renda no ano passado foi 15% maior do que em 2005.
Ao sul de La Guajira, o departamento do César também possui grandes extensões carboníferas exploradas pela norte-americana Drummond. Nestes departamentos se concentram 83% da riqueza carbonífera colombiana. Ali se aplica uma tecnologia que remove a camada vegetal e perfura terra e rocha até atingir a profundidade necessária. O restante das minas de carvão está espalhado em grande parte do território, especialmente nas cordilheiras ocidental e oriental que cruzam o país de sul a norte.
Ali a exploração é feita em túneis de até 600 metros de profundidade, na maioria sem condições apropriadas de segurança pela falta de controles estatais e de recursos dos pequenos mineiros para investir em máquinas e equipamentos que medem o acúmulo de gases responsáveis pelas explosões. Os trabalhadores do sistema de túneis ou a céu aberto são inclinados a sofrer doenças respiratórias pela continua aspiração de gases ou pó. Outros males comuns são os fungos na pele e problemas na coluna devido ao esforço físico, como hérnia de disco.
Os contratos de trabalho são temporários. No melhor dos casos, a cobertura de saúde só vigora durante o período da contratação. “Muitos são contratados por períodos de três meses, e depois saem, ficando desprotegidos em matéria de assistência de saúde”, afirmou Ramíerez. Os salários nem sempre superam o mínimo legal, que não chega a US$ 200. Mas, novamente por falta de estatísticas, não se tem com saber quantos estão nessa situação.
Fonte: Envolverde - 20/3/2007
quarta-feira, março 21, 2007
PROTEÇÃO DE MAQUINAS
Após a expansão da automação nas grandes fábricas subiram em larga escala os acidentes com máquinas automatizadas. As injetoras são grandes responsáveis por acidentes graves desde amputações até mortes, muitos deles por descuido, imperícia, burla dos dispositivos de segurança, mas a grande maioria ocorre por ausência de sistemas de segurança e falta de manutenção nos equipamentos existentes.
As injetoras são máquinas extremamente perigosas, talvez até mais do que as prensas. Seu princípio de funcionamento é o de uma prensa hidráulica horizontal com o agravante de possuir um sistema de injeção de matéria-prima quente em alta pressão. Os europeus são fornecedores tradicionais deste tipo de equipamento, mas já são fabricadas no mundo todo, inclusive no Brasil e na Ásia. Embora a normas mais conhecidas EN 201/1985 e ANSI/SPI B151.1/1972 já exijam inúmeros sistemas de segurança, nem todas as máquinas atendem a todos os requisitos, sem falar na tecnologia descrita nas normas que já está ultrapassada.
O Brasil possui uma norma específica que é a NBR 13536:1995, nela são detalhados e ilustrados inúmeros sistemas de segurança que minimizam os riscos de acidentes em injetoras, mas a norma é desconhecida pela maioria dos empregadores. Alguns fabricantes também não conhecem o conteúdo na íntegra, o que significa que estamos comprando máquinas sem a segurança exigida pelo Ministério do Trabalho. Já são vários os fabricantes de máquinas autuados por fabricarem equipamentos sem o atendimento de todas as normativas de segurança.
terça-feira, março 20, 2007
PARANÁ É 3° EM MORTES POR ACIDENTES DE TRABALHO
Paraná - O número de acidentes de trabalho no Paraná aumentou 7% em 2005, com relação a 2004, de acordo com dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho (Aet) divulgados na semana passada pelos ministérios da Previdência e do Trabalho. Enquanto em 2004 ocorreram 36.034 acidentes no Estado, em 2005 foram 38.834. Apesar do número de óbitos ter diminuído - de 215 trabalhadores para 206 -, o Paraná está em terceiro lugar no número de mortes por acidentes de trabalho em todo o País, perdendo apenas para São Paulo (670) e Minas Gerais (351). No Brasil, o número de acidentes de trabalho vem aumentando a cada ano. Em 2004, foram registrados 465.700 casos, enquanto que em 2005 ocorreram 491.711 acidentes. Os dados são recolhidos com base nas CATs (Comunicação de Acidentes de Trabalho) feitas pelas empresas. Entretanto, as estatísticas que mostram o aumento de casos pode ser ainda maior. Conforme explica o médico do trabalho e vice-presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalhador, Zuher Handar, não se computam no Anuário Estatístico os dados referentes a trabalhadores que estão no setor informal, sem falar nos casos que não são comunicados à Previdência por se tratar de fatos que não se estendem por mais de 15 dias. “Existem estudos que apontam que as estatísticas são muito maiores. Sabemos do empenho das empresas e dos trabalhadores em melhorar a situação, mas ainda há muito que fazer”, disse. Na opinião do delegado regional do Trabalho do Paraná, Geraldo Serathiuk, uma boa parcela desse aumento de 7% se deve ao fato de que agora os trabalhadores também podem comunicar os acidentes ao Ministério do Trabalho, e não apenas as empresas têm essa incumbência. “Tínhamos muita sonegação de CATs”. Serathiuk lembrou ainda da importância das Cipas (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes) nas empresas. “Ainda há resistência dos empresários em montar as Cipas, mas eles devem avaliar que não se trata apenas de um mecanismo democrático de participação dos trabalhadores, mas de um meio que pode até melhorar a produção”. No Paraná, o setor onde mais ocorrem acidentes de trabalho é o hospitalar. A presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindesc), Isabel Gonçalves, acredita que o setor é crítico por conta do número reduzido de profissionais, o que acaba acarretando excesso de trabalho e descuidos que provocam acidentes. “O profissional de saúde trabalha estressado porque tem que dar conta de um número muito grande de pacientes e ainda tem que enfrentar estruturas hierárquicas que também estressam muito”, avaliou. Em todo o Brasil, o número de mortes decorrentes de acidentes de trabalho aumentou. Foram quase três mil casos - contra cerca de dois mil em 2004. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já assinou decreto reduzindo a alíquota de contribuição previdenciária de empresas que registrarem número de acidentes de trabalho abaixo da média nacional.
segunda-feira, março 19, 2007
CONSTRUTORA REFUTA DECLARAÇÕES DE SINDICATO
Recife/PE - Em resposta à denúncia do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores Industriais da Construção Civil de que não havia cabos de aço e cordas de segurança na obra onde morreu ontem à noite o operário José Geraldo de Souza Santos, 28 anos, a construtora Moura Dubeux divulgou uma nota oficial, no início da tarde de hoje. A empresa refuta as declarações do sindicato e garante que em todos os andares da obra têm cabos de aço para segurança coletiva e também classifica como “especulação” qualquer tentativa de explicar o acidente. O servente de pedreiro caiu do 15º andar – o equivalente a uma altura de 80 metros - e ainda sobreviveu por duas horas, no Hospital da Restauração (HR).
sexta-feira, março 16, 2007
Rio de Janeiro/RJ - O operário Odair Dama da Silva, 27 anos, morreu nesta terça-feira enquanto trabalhava nas obras do estádio João Havelange, uma das sedes da disputa dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Odair teria caído de uma altura de 14 metros. Ele chegou a ser levado para o hospital Salgado Filho, mas acabou não resistindo aos ferimentos. Foi o primeiro acidente com vítima fatal desde o início das obras para a competição, iniciadas em 2003. Em nota oficial, a Riourbe (Empresa Municipal de Urbanização) defende que o operário estava com todos os equipamentos de segurança necessários. O órgão municipal ainda ressaltou que irá investigar o caso.
terça-feira, março 13, 2007
ELETRICISTA DA STEEL MORRE NA ASSEMBLÉIA
Aracaju/SE - Uma fatalidade. Chegou a sua hora. Eram frases ouvidas nos corredores da Assembléia Legislativa de amigos consternados com a morte do eletricista José Leonardo Alves dos Santos, 44 anos, que passou mal, quando executava um serviço no 7o. andar, na manhã desta terça-feira. Leonardo ou Leo, como era conhecido o eletricista, muito querido pelos colegas de trabalho, servidores da Assembléia e parlamentares, chegou cedo, como de costume e foi consertar uma luminária. Embora experiente, Leonardo não quis fazer o serviço com o auxílio de uma escada e optou por subir na laje, por causa da posição. Como Leonardo estava demorando, para consertar a luminária, um dos colegas começou a procurar por ele, enquanto outro decidiu fazer o serviço, não sabendo que Leonardo já iniciara a tarefa, mas por cima do forro. Ao retirar a cobertura, para executar o conserto, o colega deu com Leonardo deitado. Chamou por ele e não teve resposta. De imediato acionou a segurança da Assembléia Legislativa, que fez contato com o departamento médico e o Samu. O socorro médico a Leonardo foi imediato. Utilizando desfibrilador, o medico da Assembléia Legislativa tentou reanimar Leonardo, o mesmo acontecendo com a equipe do SAMU. Todo esforço dos médicos não foi suficiente para ressuscitar Leonardo. O eletricista era funcionário Steel Serviços Auxiliares Ltda, há dois anos, mas já executava tarefas no parlamento por mais tempo, uma vez que era remanescente de outra prestadora de serviço. Caracterizado o acidente de trabalho, imediatamente a Coordenadoria de Serviços Gerais da Assembléia Legislativa providenciou a C.A.T (Comunicação de Acidente de Trabalho) ao Ministério do Trabalho e INSS, encaminhando o corpo para o IML, para que a autopsia identificasse a “causa mortis”. A Mesa Diretora da Assembléia Legislativa determinou que todas as providências fossem tomadas.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
PINTOR MORRE AO CAIR DE 25 METROS DE ALTURA
Jundiaí/SP - O pintor Paulo Aparecido de Souza, de 36 anos, morador em Várzea Paulista, morreu na tarde de ontem depois de cair de 25 metros de altura. Ele fazia manutenção na fachada do prédio Stephanie, no Jardim Merci, em Jundiaí. Apesar de usar todos os equipamentos de segurança e de ter feito um curso há dois anos para evitar acidentes do trabalho, a Vigilância em Saúde do Trabalhador constatou que o “trava-quedas” estava vencido desde 2002. A empresa para qual Paulo trabalhava realizou seguro de vida para o funcionário. É a Principal Pintura Ltda, de Várzea Paulista. O fiscal da Vigilância, Jesus dos Santos, disse que uma investigação paralela ao trabalho da Polícia Civil será realizada, com a finalidade de descobrir a verdadeira causa do acidente. Os fiscais da Prefeitura suspeitam que o cabo guia, que deveria servir para o “trava-quedas” pode ter falhado já que o trabalhador estava com o cinto de segurança do tipo paraquedista. A suspeita para isso se deve ao fato do cabo estar impregnado de tinta e massa corrida. A cadeira que Paulo estava usando também pode descido até o 6º andar, justamente pela falta do travamento. Sindicato O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Jundiaí, José Carlos da Silva, lamentou o fato triste e pede para as empresas do setor de pintura que passem a investir mais em equipamentos, não só em seguro de vida. “Foi a nossa primeira morte de alguém que já tinha feito o curso de segurança. Agora temos de aguardar as investigações”, comentou.
ACIDENTE DO TRABALHO
Sérgio Agnaldo Souza Franco teve sua cabeça esmagada ao ser atingido pelo teto da empilhadeira que operava na Delga, em Diadema. Ele teve morte instantânea.O acidente ocorreu por volta das 16h30 de terça-feira. Sérgio voltava para a fábrica logo após deixar uma caixa de peças na área de embalagens. A empilhadeira, de aproximadamente quatro toneladas, tombou numa pequena curva na rampa de acesso à fábrica. Ele foi jogado do veículo e o teto da máquina acertou a sua cabeça.Piso irregular - São ingrimes muitas das rampas nas ruas que saem da fábrica e dão acesso às áreas externas. O diretor do Sindicato, José Mourão, lembrou que a CIPA alerta sempre a fábrica sobre esse problema, no local conhecido como rampa da embalagem, e pede obras de regularização do piso e um redesenho dos locais onde circulam as empilhadeiras.Logo após a notícia da morte, todos pararam e foram embora, inclusive o pessoal do turno da noite. O operador tinha 39 anos era casado e pai de duas filhas. Seu corpo foi velado e enterrado ontem no cemitério Vale da Paz, em Diadema.Brasil tem quase 500 mil acidentes por anoSérgio entra para as tristes e escandalosas estatísticas de morte por acidentes no trabalho no Brasil. Em 2005, segundo dados mais recentes dos ministérios da Previdência e do Trabalho, 2.708 trabalhadores morreram.Aquele ano registrou 491.711 acidentes de trabalho, número maior que o de anos anteriores. Em 2003 foram 399 mil e, em 2004, 466 mil ocorrências. Os ministérios reconhecem que os números são muito maiores, já que essas são ocorrências registradas pela CAT e só incluem trabalhadores com carteira assinada.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Código Civil não estabelece prazo prescricional para ações decorrentes de acidente de trabalho
A 1ª Turma do TRT - 10ª Região decidiu que o Código Civil não pode ser usado para estabelecer prazo prescricional em ações referentes a acidentes de trabalho. A aplicação subsidiária do direito comum, autorizada pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), só é possível em caso de omissão da lei, o que não ocorre nesta hipótese, uma vez que a Constituição de 1988 regulamenta tais casos. Por este motivo, ex-empregado da Brasil Telecom S.A teve pedido de indenização decorrente de acidente de trabalho negado pela Justiça Trabalhista do Distrito Federal. A ação indenizatória por danos morais foi ajuizada fora do prazo estabelecido por lei.
De acordo com a relatora do processo, juíza Cilene Amaro Santos, somente acidentes não atrelados ao contrato de trabalho podem ser resolvidos na esfera civil comum. Como o acidente de trabalho é sempre decorrente do contrato de emprego, a regência prescricional se dá por legislação própria, a qual estabelece o prazo máximo de dois anos após o término do contrato de emprego para que se inicie uma ação indenizatória. "Existe legislação expressa que cuida da prescrição dos créditos decorrentes da relação de trabalho, que é o artigo 7º, inciso XXIX, da Constituição da República, portanto, não há espaço para aplicação subsidiária do Código Civil", concluiu a juíza.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
EMPRESA CONDENADA A INDENIZAR SEGURANÇA EM ACIDENTE
Distrito Federal - A 1ª Turma do TRT-10ª Região condenou a empresa a pagar indenização de R$100 mil a segurança que sofreu acidente do trabalho em um posto bancário com perda parcial das funções de uma das pernas. Além da indenização por dano moral e estético, a empresa deverá pagar pensão mensal vitalícia no valor de 3,99 salários mínimos. Em seu voto, a relatora do processo, Juíza Cilene Ferreira Amaro Santos, reconheceu a culpa da empresa ao não observar as regras mínimas de segurança do posto de trabalho do empregado, o que lhe acarretou o acidente com seqüelas permanentes e irreversíveis. O segurança foi aposentado por invalidez pelo INSS. Segundo a juíza, a Constituição Federal garante, em seu artigo 7º, inciso XXVIII, o seguro contra acidentes de trabalho a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado quando incorrer em dolo ou culpa. "Assim sendo, o benefício previdenciário não se confunde e não se compensa com a indenização a cargo do empregador, quando existir dolo ou culpa", esclarece a relatora. Ela acrescenta que também a Lei 8.213/91, em seu artigo 121, prevê que as prestações por acidente do trabalho não excluem a indenização da empresa ou de terceiro. Incontroversa a culpa da empregadora, a decisão fundamenta-se ainda no artigo 950 do Código Civil, que estabelece "Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, além das despesas do tratamento e lucros cessantes até o fim da convalescença, incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou ou da depreciação que ele sofreu". A relatora acresce decisão do Superior Tribunal de Justiça, na qual prevalece o entendimento da impossibilidade de compensação do benefício previdenciário com a indenização de direito comum. De acordo com a Juíza Cilene, enquanto o benefício previdenciário é proveniente do custeio patronal e profissional oriundo da acumulação de contribuições feitas ao INSS, com liberação independente de ato culposo do empregador, a responsabilidade civil acidentária resulta de ato ilícito patronal ou da atividade de risco. Desta forma, o benefício previdenciário cobre apenas o prejuízo da vítima devido à incapacidade para o trabalho provocada pelo acidente, enquanto a indenização civil alcança todos os prejuízos residuais que foram causados pelo empregador. Considerada a incapacidade total atestada pelo INSS, a pensão deferida corresponde à remuneração do empregado, convertida em salários mínimos, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. A decisão deixa claro que a aposentadoria por invalidez não rescinde o contrato de trabalho, apenas o suspende (artigo 475, parágrafo 1°, da CLT e artigo 47, incisos I e II, da Lei 8.213/91). O valor do dano moral, segundo explica a Juíza Cilene Santos, foi arbitrado em função do patrimônio moral e estético atingido. "As fotografias constantes do processo revelam problemas circulatórios em decorrência do acidente, tanto que o membro inferior afetado está arroxeado, revelando que a seqüela, além de permanente, continua gerando desconforto e pode caminhar para problemas circulatórios graves. O dano ao patrimônio moral se evidencia pelo sofrimento e desconforto porque passou e continua passado o recorrente", disse a juíza.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
TRIBUNAL AFASTA OBRIGAÇÃO DE EMPRESA ENTEGRAR PERFIL PROFISSIOGRAFICO PREVIDENCIARIO.
Somente a partir da Lei 9.528/97 tornou-se obrigatória a elaboração e atualização do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) do trabalhador pelas empresas. O documento é um formulário com campos a serem preenchidos com todas as informações relativas ao empregado, como por exemplo, a atividade que exerce, o agente nocivo ao qual é exposto, a intensidade e a concentração do agente, exames médicos clínicos, além de dados referentes à empresa. Com base nesta legislação, a 1ª Turma do TRT-10ª Região negou o pedido de ex-vigilante da Braseg Segurança Ltda. de fornecimento do PPP pela empresa. Seu contrato de trabalho foi rescindido em 1991, ano em que a lei ainda não determinava ao empregador a entrega do documento.
A relatora do processo, juíza Elaine Machado Vasconcelos, explica que a necessidade de elaborar e manter atualizado o perfil profissiográfico abrangendo as atividades desenvolvidas pelo trabalhador, além de manter laudo técnico atualizado com referência aos agentes nocivos existentes no ambiente de trabalho de seus funcionários está prevista no artigo 58, parágrafos 3° e 4° da Lei 8.231/91, incluído pela Lei 9.528/97. "Assim, à época da rescisão contratual do autor, em 1991, inexistia obrigatoriedade de a empresa elaborar e manter o documento do empregado, somente sendo exigido a contar da edição da nova lei", disse.
Ao mesmo tempo, a decisão da 1ª Turma afastou a prescrição declarada na 1ª instância com relação ao pedido de entrega do PPP . O juízo da 17ª Vara do Trabalho de Brasília considerou transcorridos os dois anos de prazo a que o trabalhador teria direito para pleitear na Justiça (prescrição bienal). Ao contrário, a juíza Elaine Vasconcelos entendeu que o direito do autor em pleitear perante o Judiciário o fornecimento do documento nasceu com a negativa da empresa em fornecê-lo, materializada na necessidade de ajuizamento da reclamatória trabalhista.
"Desatendido um direito, o prejudicado deverá lutar - se tiver interesse - em tê-lo reconhecido, reparado direta e imediatamente pelo violador ou a ele restituído pelo Judiciário a quem recorreu. Mas o titular não tem todo o calendário a seu dispor", afirma. Segundo a relatora, de acordo com o princípio da "actio nata", o prazo prescricional tem início no momento em que a pretensão em relação a determinado direito pode ser exercida. Desta forma, explica em seu voto, como o trabalhador poderá aguardar até 10 anos para requerer a concessão de aposentadoria especial no INSS, ele tem dois anos para ajuizar a respectiva ação trabalhista contra o empregador, a partir do momento em que houve a negativa de deferimento da benesse.
( ROPS 00872-2006-017-10-00-9
)Joaquim Fernando de Magalhães CastroEng Eletricista e de Segurança do Trabalho
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
PARANÁ É 3° EM MORTES POR ACIDENTE DE TRABALHO
O número de acidentes de trabalho no Paraná aumentou 7% em 2005, com relação a 2004, de acordo com dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho (Aet) divulgados na semana passada pelos ministérios da Previdência e do Trabalho.
Enquanto em 2004 ocorreram 36.034 acidentes no Estado, em 2005 foram 38.834.
Apesar do número de óbitos ter diminuído - de 215 trabalhadores para 206 -, o Paraná está em terceiro lugar no número de mortes por acidentes de trabalho em todo o País, perdendo apenas para São Paulo (670) e Minas Gerais (351).
No Brasil, o número de acidentes de trabalho vem aumentando a cada ano. Em 2004, foram registrados 465.700 casos, enquanto que em 2005 ocorreram 491.711 acidentes.
Os dados são recolhidos com base nas CATs (Comunicação de Acidentes de Trabalho) feitas pelas empresas.
Entretanto, as estatísticas que mostram o aumento de casos pode ser ainda maior. Conforme explica o médico do trabalho e vice-presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalhador, Zuher Handar, não se computam no Anuário Estatístico os dados referentes a trabalhadores que estão no setor informal, sem falar nos casos que não são comunicados à Previdência por se tratar de fatos que não se estendem por mais de 15 dias.
“Existem estudos que apontam que as estatísticas são muito maiores. Sabemos do empenho das empresas e dos trabalhadores em melhorar a situação, mas ainda há muito que fazer”, disse.
Na opinião do delegado regional do Trabalho do Paraná, Geraldo Serathiuk, uma boa parcela desse aumento de 7% se deve ao fato de que agora os trabalhadores também podem comunicar os acidentes ao Ministério do Trabalho, e não apenas as empresas têm essa incumbência. “Tínhamos muita sonegação de CATs”.
Serathiuk lembrou ainda da importância das Cipas (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes) nas empresas. “Ainda há resistência dos empresários em montar as Cipas, mas eles devem avaliar que não se trata apenas de um mecanismo democrático de participação dos trabalhadores, mas de um meio que pode até melhorar a produção”.
No Paraná, o setor onde mais ocorrem acidentes de trabalho é o hospitalar. A presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindesc), Isabel Gonçalves, acredita que o setor é crítico por conta do número reduzido de profissionais, o que acaba acarretando excesso de trabalho e descuidos que provocam acidentes.
“O profissional de saúde trabalha estressado porque tem que dar conta de um número muito grande de pacientes e ainda tem que enfrentar estruturas hierárquicas que também estressam muito”, avaliou.
Em todo o Brasil, o número de mortes decorrentes de acidentes de trabalho aumentou.
Foram quase três mil casos - contra cerca de dois mil em 2004.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já assinou decreto reduzindo a alíquota de contribuição previdenciária de empresas que registrarem número de acidentes de trabalho abaixo da média nacional.
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
ACIDENTE
A explosão de um forno na siderúrgica Rio Doce Manganês (RDM), empresa localizada no Centro Industrial de Aratu (CIA), em Simões Filho, atingiu seis operários no início da noite desta sexta-feira. Quatro deles ficaram gravemente feridos.De acordo com o presidente da Federação dos Metalúrgicos da Bahia, Armínio Pedreira, funcionários da empresa informaram que o acidente ocorreu devido a um deslocamento de gás no interior do forno, onde é realizada a mistura dos componentes da fibra de manganês produzida na fábrica. O motivo do mau funcionamento, porém, só será esclarecido após o término de uma investigação promovida pela companhia.A explosão ocorreu às 18h15, no momento em que os metalúrgicos trabalhavam na preparação realizada antes de o forno entrar em funcionamento. Após o acidente, os trabalhadores foram levados para a emergência do Hospital São Rafael. Edmílson Félix Santana e José Raimundo de Jesus Buraen tiveram 20% da superfície da pele atingida e devem receber alta neste sábado.
Antonio Carlos da Silva, Jônatas Vasconcelos e Fernando de Oliveira Souza apresentaram queimaduras em 50% do corpo e se encontram em estado já considerado grave pelos médicos. Um outro metalúrgico, identificado como Carlos Alberto, teve 95% do corpo queimado e somente depois de ficar em observação por 24 horas terá seu estado diagnosticado.O acidente na noite desta sexta não foi o primeiro a acontecer na siderúrgica. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Simões Filho, Natan Santos, reclama do histórico de insegurança da empresa. “O último acidente\n que temos notícia ocorreu no sábado passado, quando um operário teve as mãos completamente queimadas no momento em que fazia manutenção de um equipamento elétrico. Os trabalhadores costumam chamar a RDM de fazedora de viúva”, ironiza.A RDM, subsidiária da Companhia Vale do Rio Doce, se chamava Sibra (Eletrosiderúrgica Brasileira) até 2003, quando teve a antiga denominação extinta pela Vale.
Antonio Carlos da Silva, Jônatas Vasconcelos e Fernando de Oliveira Souza apresentaram queimaduras em 50% do corpo e se encontram em estado já considerado grave pelos médicos. Um outro metalúrgico, identificado como Carlos Alberto, teve 95% do corpo queimado e somente depois de ficar em observação por 24 horas terá seu estado diagnosticado.O acidente na noite desta sexta não foi o primeiro a acontecer na siderúrgica. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Simões Filho, Natan Santos, reclama do histórico de insegurança da empresa. “O último acidente que temos notícia ocorreu no sábado passado, quando um operário teve as mãos completamente queimadas no momento em que fazia manutenção de um equipamento elétrico. Os trabalhadores costumam chamar a RDM de fazedora de viúva”, ironiza.A RDM, subsidiária da Companhia Vale do Rio Doce, se chamava Sibra (Eletrosiderúrgica Brasileira) até 2003, quando teve a antiga denominação extinta pela Vale.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
DDS DIÁLOGO DIÁRIO DE SEGURANÇA
O que é?
É um programa destinado a criar, desenvolver e manter atitudes prevencionistas na Empresa, através da conscientização de todos os empregados.
Onde?
Tem corno foco principal a realização de conversações de segurança nas áreas operacionais, possibilitando melhor integração e o estabelecimento de um canal de comunicação ágil, transparente e sincero entre Chefias e Subordinados.
Quando?
Diariamente, antes do inicio da jornada de trabalho, com duração de 05 a 10 minutos, com leitura de temas aqui apresentados ou outros relativos a Segurança e Medicina do Trabalho.
Quem?
A responsabilidade pela execução da DDS é do Líder/Supervisor, registrando diariamente o tema da DDS com as assinaturas da equipe no impresso padrão.
Como?
Em reuniões com o grupo de trabalho, escolhendo um dos temas e fazendo a leitura em alta voz, procurando ser objetivo na explanação, ou conversando sobre outro tema específico.
terça-feira, fevereiro 06, 2007
MEIO MILHÃODE ACIDENTES DE TRABALHO EM 2005
O Brasil registrou 491.711 acidentes de trabalho em 2005.
Número maior que de anos anteriores.
Em 2003, foram 399.077 e 465.700 em 2004.
Mais da metade ocorreu na região Sudeste, onde 279.680 pessoas tiveram algum tipo de acidente de trabalho.
Os dados foram divulgados na última semana pelos ministérios da Previdência Social e do Trabalho e Emprego em publicação que tem por base informações coletadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio da Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT).
A maior parte dos acidentados é de homens (378.604) de 25 a 29 anos (75.046). O mês com maior ocorrência foi agosto (45.258) e o menor fevereiro (36.962).
quarta-feira, janeiro 31, 2007
EMPREGADO SUBMETIDO A REVISTA INTIMA SERÁ INDENIZADO
A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve a condenação imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro) à empresa carioca Transportes de Valores e Segurança Ltda (Transprev) por submeter o empregado a revistas diárias, totalmente despido. A revista era realizada na presença de outros funcionários, numa sala com espelho e circuito interno de TV. A empresa deverá indenizar o empregado com valor correspondente a 40 vezes o seu maior salário. O relator do recurso no TST, ministro Renato de Lacerda Paiva, afirmou que o TRT/RJ constatou, com base nos depoimentos de testemunhas de ambas as partes, que o trabalhador era submetido diariamente à “situação vexatória, em prejuízo de sua dignidade e intimidade”. No TST, a empresa argumentou que a revista íntima diária não enseja indenização por danos morais por se tratar de procedimento previsto em cláusula contratual, além de ser um direito seu, na condição de empregador. O empregado foi contratado em agosto de 2001 e demitido sem justa causa em agosto de 2003. Em primeiro grau, obteve indenização equivalente a 68 vezes o seu salário (ou R$50 mil). O TRT/RJ reduziu o valor para 40 salários (R$29 mil). Segundo o Tribunal Regional, “a revista é possível e viável, desde que não seja abusiva e não fira a dignidade do empregado” depois de reconhecer que a Transprev, por ser uma empresa de transportes de valores, “possui bens suscetíveis de subtração e ocultação (moeda corrente), o que torna necessária a revista pessoal do empregado, especialmente daquele que trabalhe diretamente com o numerário”. O ministro Renato Paiva afirmou que “restou comprovado nos autos que o procedimento levado a efeito pela empresa consubstanciou-se em fiscalização excessiva”. A decisão frisou que a cláusula contratual que prevê a revista dos empregados torna-se irrelevante diante do prejuízo à honra e à dignidade do empregado. O relator também rejeitou o argumento da empresa de que não teria havido proporcionalidade entre o valor da indenização e o dano causado. (RR 651/2004-016-01-00.1
segunda-feira, janeiro 22, 2007
DICAS PARA LEVAR UMA VIDA MAIS SAUDAVEL
Quando a pessoa come demais seu estômago fica muito cheio, a digestão é difícil porque ele não pode se expandir e contrair apropriadamente para triturar o alimento como é necessário.
Portanto, para preservar seu bem-estar adote métodos mais saudáveis, não comendo nem mais, nem menos, do que o seu corpo necessitar. Para saber a quantidade necessária, experimente fazer o seguinte:
Espere sentir realmente fome para comer Coma devagar e mastigue bem.
Dessa forma a saliva pode cumprir o seu papel na digestão (a digestão se inicia na boca, e não no estômago).
A mastigação lenta aciona o mecanismo de saciedade, que funciona assim: quando a quantidade necessária de comida chega ao estômago, esse envia mensagens químico-elétricas através de neurônios e hormônios até o hipotálamo (região do cérebro que responde pelo comando das principais atividades do metabolismo).
A mensagem de "chega" dispara, então, a sensação de satisfação plena do apetite.
Como todo esse processo leva algum tempo (minutos), recomenda-se comer devagar. Assim, atinge-se a saciedade com menos comida. Se você acha difícil, passe a repousar os talheres no prato a cada garfada. Lembre-se sempre que a alimentação é um prazer
Portanto, escolha o que quer e o que gosta de comer. Seja mais exigente porque, afinal, é você quem vai
Comer. Sem jejum
Muitas pessoas pensam que se pularem uma refeição estarão comendo menos e emagrecendo. Acorre o contrário, pois cada refeição feita após o jejum é marcada pela voracidade e assim a pessoa acaba comendo mais. Não coma quando estiver cansado
Você vai querer comer rápido, não vai escolher os alimentos que realmmente quer comer para ir descansar logo, então descanse primeiro ao menos 10 minutos, respire fundo, ou vá tomar banho antes de ir comer.Faça
Atividades físicas
A adoção de atividades físicas melhora sua qualidade de vida, além de melhorar seu desempenho (no trabalho, em casa, no sexo) e ajuda a queimar as calorias que estão sobrando.
Se você não gosta ou não tem tempo para adotar a prática de exercícios, tente transformar suas atividades cotidianas em uma forma de se exercitar:
Vá a pé à padaria ou à banca de jornal
Levante-se da cadeira durante o trabalho ao invés de usar as rodinhas
Passei com o cachorro e brinque com as crianças
Se andar de ônibus, procure saltar um ponto antes e vá a pé ao seu destino
Esqueça o elevador ou as escadas rolantes e use escadas normais
Ao invés de sair para jantar, saia para dançar
Evite ficar parado o máximo de tempo que puder
sábado, janeiro 20, 2007
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
O que é?
O acidente vascular cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um deficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24 horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral; começa abruptamente, sendo o deficit neurológico máximo no seu início podendo progredir ao longo do tempo.
O termo ataque isquêmico transitório (AIT) refere-se ao deficit neurológico transitório com duração de menos de 24 horas até total retorno à normalidade; quando o deficit dura além de 24 horas, com retorno ao normal é dito como um deficit neurológico isquêmico reversível (DNIR).
Podemos dividir o acidente vascular cerebral em duas categorias:
O acidente vascular isquêmico consiste na oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada, produzindo uma sintomatologia ou deficits característicos.
No acidente vascular hemorrágico existe hemorragia (sangramento) local, com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana, edema (inchaço) cerebral, entre outros, levando a sinais nem sempre focais.
Como se desenvolve ou se adquire?
Vários fatores de risco são descritos e estão comprovados na origem do acidente vascular cerebral, entre eles estão: a hipertensão arterial, doença cardíaca, fibrilação atrial, diabete, tabagismo, hiperlipidemia. Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.
SINTOMAS DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Geralmente vai depender do tipo de acidente vascular cerebral que o paciente está sofrendo: isquêmico? hemorrágico?
Sua localização, idade, fatores adjacentes.
Fraqueza:
O início agudo de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais.
Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma pequena e específica área.
Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas.
Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.
Distúrbios Visuais:
A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica.
O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).
Perda sensitiva:
A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva. Linguagem e fala (afasia): É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem.
Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.
Convulsões:
Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução.
Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar.
O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.
Como o médico faz o diagnóstico?
A história e o exame físico dão subsídios para uma possibilidade de doença vascular cerebral como causa da sintomatologia do paciente.Entretanto, o início agudo de sintomas neurológicos focais deve sugerir uma doença vascular em qualquer idade, mesmo sem fatores de risco associados.
A avaliação laboratorial inclui análises sangüíneas e estudos de imagem (tomografia computadorizada de encéfalo ou ressonância nuclear magnética).
Outros estudos: ultrassom de carótidas e vertebrais, ecocardiografia e angiografia podem ser feitos.
Como se trata e como se previne? Inicialmente deve-se diferenciar entre acidente vascular isquêmico ou hemorrágico.
O tratamento inclui a identificação e controle dos fatores de risco, o uso de terapia antitrombótica (contra a coagulação do sangue) e endarterectomia (cirurgia para retirada do coágulo de dentro da artéria) de carótida em alguns casos selecionados.
A avaliação e o acompanhamento neurológicos regulares são componentes do tratamento preventivo bem como o controle da hipertensão, da diabete, a suspensão do tabagismo e o uso de determinadas drogas (anticoagulantes) que contribuem para a diminuição da incidência de acidentes vasculares cerebrais. O acidente vascular cerebral em evolução constitui uma emergência, devendo ser tratado em ambiente hospitalar. O uso de terapia antitrombótica é importante para evitar recorrências. Além disso, deve-se controlar outras complicações, principalmente em pacientes acamados (pneumonias, tromboembolismo, infecções, úlceras de pele) onde a instituição de fisioterapia previne e tem papel importante na recuperação funcional do paciente. As medidas iniciais para o acidente vascular hemorrágico são semelhantes, devendo-se obter leito em uma unidade de terapia intensiva (UTI) para o rigoroso controle da pressão. Em alguns casos a cirurgia é mandatória com o objetivo de se tentar a retirada do coágulo e fazer o controle da pressão intracraniana.
SINTOMAS DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Geralmente vai depender do tipo de acidente vascular cerebral que o paciente está sofrendo: isquêmico? hemorrágico?
Sua localização, idade, fatores adjacentes.
Fraqueza:
O início agudo de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais.
Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma pequena e específica área.
Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas.
Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.
Distúrbios Visuais:
A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica.
O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).
Perda sensitiva:
A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva. Linguagem e fala (afasia): É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem.
Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.
Convulsões:
Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução.
Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar.
O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.
Como o médico faz o diagnóstico?
A história e o exame físico dão subsídios para uma possibilidade de doença vascular cerebral como causa da sintomatologia do paciente.Entretanto, o início agudo de sintomas neurológicos focais deve sugerir uma doença vascular em qualquer idade, mesmo sem fatores de risco associados.
A avaliação laboratorial inclui análises sangüíneas e estudos de imagem (tomografia computadorizada de encéfalo ou ressonância nuclear magnética).
Outros estudos: ultrassom de carótidas e vertebrais, ecocardiografia e angiografia podem ser feitos.
Como se trata e como se previne? Inicialmente deve-se diferenciar entre acidente vascular isquêmico ou hemorrágico.
O tratamento inclui a identificação e controle dos fatores de risco, o uso de terapia antitrombótica (contra a coagulação do sangue) e endarterectomia (cirurgia para retirada do coágulo de dentro da artéria) de carótida em alguns casos selecionados.
A avaliação e o acompanhamento neurológicos regulares são componentes do tratamento preventivo bem como o controle da hipertensão, da diabete, a suspensão do tabagismo e o uso de determinadas drogas (anticoagulantes) que contribuem para a diminuição da incidência de acidentes vasculares cerebrais. O acidente vascular cerebral em evolução constitui uma emergência, devendo ser tratado em ambiente hospitalar. O uso de terapia antitrombótica é importante para evitar recorrências. Além disso, deve-se controlar outras complicações, principalmente em pacientes acamados (pneumonias, tromboembolismo, infecções, úlceras de pele) onde a instituição de fisioterapia previne e tem papel importante na recuperação funcional do paciente. As medidas iniciais para o acidente vascular hemorrágico são semelhantes, devendo-se obter leito em uma unidade de terapia intensiva (UTI) para o rigoroso controle da pressão. Em alguns casos a cirurgia é mandatória com o objetivo de se tentar a retirada do coágulo e fazer o controle da pressão intracraniana.
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
O que é?
O acidente vascular cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um deficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24 horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral; começa abruptamente, sendo o deficit neurológico máximo no seu início podendo progredir ao longo do tempo.
O termo ataque isquêmico transitório (AIT) refere-se ao deficit neurológico transitório com duração de menos de 24 horas até total retorno à normalidade; quando o deficit dura além de 24 horas, com retorno ao normal é dito como um deficit neurológico isquêmico reversível (DNIR).
Podemos dividir o acidente vascular cerebral em duas categorias:
O acidente vascular isquêmico consiste na oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada, produzindo uma sintomatologia ou deficits característicos.
No acidente vascular hemorrágico existe hemorragia (sangramento) local, com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana, edema (inchaço) cerebral, entre outros, levando a sinais nem sempre focais.
Como se desenvolve ou se adquire?
Vários fatores de risco são descritos e estão comprovados na origem do acidente vascular cerebral, entre eles estão: a hipertensão arterial, doença cardíaca, fibrilação atrial, diabete, tabagismo, hiperlipidemia. Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.
O que se sente?
Geralmente vai depender do tipo de acidente vascular cerebral que o paciente está sofrendo: isquêmico? hemorrágico? Sua localização, idade, fatores adjacentes.
Fraqueza:
O início agudo de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma pequena e específica área. Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas.
Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.
Distúrbios Visuais:
A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).
Perda sensitiva:
A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.
Linguagem e fala (afasia):
É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.
Convulsões:
Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.
Convulsões:
Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.
Como o médico faz o diagnóstico?
A história e o exame físico dão subsídios para uma possibilidade de doença vascular cerebral como causa da sintomatologia do paciente.Entretanto, o início agudo de sintomas neurológicos focais deve sugerir uma doença vascular em qualquer idade, mesmo sem fatores de risco associados. A avaliação laboratorial inclui análises sangüíneas e estudos de imagem (tomografia computadorizada de encéfalo ou ressonância nuclear magnética). Outros estudos: ultrassom de carótidas e vertebrais, ecocardiografia e angiografia podem ser feitos.
Como se trata e como se previne?
Inicialmente deve-se diferenciar entre acidente vascular isquêmico ou hemorrágico.
O tratamento inclui a identificação e controle dos fatores de risco, o uso de terapia antitrombótica (contra a coagulação do sangue) e endarterectomia (cirurgia para retirada do coágulo de dentro da artéria) de carótida em alguns casos selecionados. A avaliação e o acompanhamento neurológicos regulares são componentes do tratamento preventivo bem como o controle da hipertensão, da diabete, a suspensão do tabagismo e o uso de determinadas drogas (anticoagulantes) que contribuem para a diminuição da incidência de acidentes vasculares cerebrais.
O acidente vascular cerebral em evolução constitui uma emergência, devendo ser tratado em ambiente hospitalar.
O uso de terapia antitrombótica é importante para evitar recorrências. Além disso, deve-se controlar outras complicações, principalmente em pacientes acamados (pneumonias, tromboembolismo, infecções, úlceras de pele) onde a instituição de fisioterapia previne e tem papel importante na recuperação funcional do paciente.
As medidas iniciais para o acidente vascular hemorrágico são semelhantes, devendo-se obter leito em uma unidade de terapia intensiva (UTI) para o rigoroso controle da pressão. Em alguns casos a cirurgia é mandatória com o objetivo de se tentar a retirada do coágulo e fazer o controle da pressão intracraniana.
sexta-feira, janeiro 19, 2007
ACIDENTE DE TRABALHO
Um acidente de trabalho ocorrido ontem à tarde em Cascavel ocasionou a morte do operário José Carlos Alexandre, 62. Ele e mais três colegas trabalhavam na reforma de um dos auditórios da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) quando houve o desabamento de uma parede. José Carlos percebeu e ainda tentou correr, mas foi atingido por uma viga de concreto. Ele morreu na hora. Os demais trabalhadores escaparam ilesos. O Siate chegou a ser mobilizado, mas constatou que não havia nada a ser feito. Após a perícia técnica realizada no local do acidente, o corpo de José Carlos Alexandre foi removido ao IML (Instituto Médico Legal). A Polícia Civil vai instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias do ocorrido e apontar eventuais responsabilidades. Em nota oficial, a assessoria de comunicação da Unioeste informou que a reforma do auditório é executada pela empresa ALL Duarte Construções e Empreendimentos Ltda, de Foz do Iguaçu. O contrato entre a Unioeste e a construtora foi firmado em dezembro, porém, devido ao recesso de final de ano na Universidade, os trabalhos foram iniciados na semana passada.No início da noite de ontem, o corpo foi liberado aos familiares. O velório será realizado na residência da família no Bairro Melissa II, em Cascavel.
Fonte Jornal Hoje de Cascavel,
Nota.
Este ano de 2007 vamos tentar contabilizar os trabalhadores que perderem a vida por Acidente do Trabalho, que com toda esta violência, passa para a sociedade que é normal, que é fortuito, e não que trabalho deve ser meio de vida e sustento da familia e que traz dignidade ao cidadão.
vamos estar sempre de olho e denunciando para vermos se as autoridades, nossas entidades co-irmãs sindicatos de trabalhadores centrais sindicais , tenham este Tema da Prevençao e saude do Trabalhador, como Polticas publicas.
Que o futuro Governo de Esquerda tenha na Secretaria do Trabalho um setor para efetuar um trabalho contínua de Segurança e saude dos Trabalhadores. E que a futura Secretária do Trabalho da Administraçã Beto Richa também tenha olhos voltados para as condições de Trabalho que na obras que aplamente lançadas, não seja para que mais trabalhadores percam vida é uma grnade oprtunidade para que administradores Pùblicos e prefeitos e veradores e ficaria orgulhoso que o meu estado desse exemplo ao país de como tratar o mundo do Trabalho
quinta-feira, janeiro 18, 2007
DST - CONHEÇA UM POUCO MAIS
Gonorréia: Esta é a mais comum das DST. Sua principal característica é, entre 2 a 8 dias após a relação sexual, o homem ou a mulher senti ardência e dificuldade em urinar. Às vezes, pode-se notar um corrimento amarelado ou esverdeado – até mesmo com sangue – que sai do canal da urina. Nesta, a doença é de mais difícil reconhecimento já que, manifesta-se de forma assintomática. Caso não seja tratada pode provocar esterilidade, atacar o sistema nervoso (causando meningite), afetar os ossos e até o coração.
Candidíase: Na mulher caracteriza-se, pelo surgimento de corrimento de cor branca e sem cheiro, acompanhado de coceiras nos órgãos sexuais e ardência ao urinar; no homem, pode causar vermelhidão e coceira no pênis, além de ardência ao urinar. Em ambos, pode ocorrer infecção urinária.
Tricomoníase: Seus principais sintomas são corrimento amarelo-esverdeado, com mau cheiro, dor durante o ato sexual, ardência, dificuldade para urinar. Na mulher, a doença pode também se localizar em partes internas do corpo.
Sífilis: Manifesta-se com uma pequena ferida nos órgão sexual, com ínguas nas virilhas, surgidas entre a 2a ou 3a semana após relação sexual. A ferida e as ínguas não doem, desaparecendo após algum tempo, dando à pessoa a falsa impressão de estar curada. No entanto, isto não acontece: meses depois aparecem manchas em diversas partes do corpo, inclusive palmas das mãos e solas dos pés, que desaparecem, mas a pessoa continua doente. Caso não ocorra o tratamento, a doença fica estacionada por meses ou anos até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral, problemas cardíacos e, até mesmo, risco de morte. Ressalte-se que a sífilis pode ser também por transfusão sanguínea.Caso a mulher esteja grávida com sífilis e não faça o tratamento, sua criança pode contrair a doença e apresentar doenças sérias ao nascer. É importante que no início da gravidez a mulher realize os exames solicitados no pré-natal, possibilitando assim o tratamento em caso positivo.
Cancro Mole: Popularmente conhecido como "cavalo", manifesta-se e 2 a 5 dias após a relação sexual. No início, surgem uma ou mais feridas pequenas, com pus, formando uma ferida úmida e bastante dolorosa, que se espalha e aumenta de tamanho. A seguir surgem outras feridas em volta da primeira. Após a 2a semana do início da doença pode aparecer uma íngua na virilha, dolorosa que pode abrir e expelir pus. Nos homens, em geral as feridas localizam-se na ponta do pênis; na mulher, na parte externa do órgão sexual e no ânus, mais raramente na vagina, ressalta-se que a ferida provoca dor na relação sexual e ao evacuar.
Herpes Genital: Em seu início manifesta-se, por pequenas bolhas localizadas principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis, que podem arder e causam coceira intensa. As feridas desaparecem por si. Após algum tempo reaparecem no mesmo local, com os mesmos sintomas. Enquanto persistirem as bolhas e feridas, a pessoa infectada estará transmitindo a doença.
As DST, em sua maioria, podem ser curadas mediante o tratamento adequado. Se você ou seu parceiro observarem algum desses sintomas, procurem ajuda médica.
Sexo seguro é sexo sem medo e fonte de saúde e prazer.
quarta-feira, janeiro 17, 2007
DEFINIÇÕES
Acidente de trabalho: é uma ocorrência não prevista, que interfere no andamento de um serviço ou interrompe o mesmo, podendo envolver homens, materiais, tempo, máquinas e equipamentos.
Acidente sem lesão: acidente que não causa lesão pessoal.
Acidente de trajeto: acidente sofrido pelo empregado no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veiculo de propriedade do empregado, desde que não haja interrupção ou alteração do percurso por motivo alheio ao trabalho.
Acidente impessoal: acidente cuja caracterização independe de existir acidentado, não podendo ser considerado causador da lesão pessoal.
Acidente inicial: acidente impessoal desencadeador de um ou mais acidentes.
Acidente pessoal: acidente cuja caracterização depende de existir acidentado.
Agente do acidente: objeto, substância ou ambiente que, sendo inerente à condição ambiente de insegurança, tenha provocado o acidente.
Fonte de lesão: objeto, substância, energia ou movimento do corpo que diretamente provocou a lesão.
Causas do acidente
Fator pessoal de insegurança: causa relativa ao comportamento humano, que pode levar a ocorrência do acidente ou prática do ato inseguro
Ato inseguro: ação ou omissão que, contrariando preceito de segurança, pode causar ou favorecer a ocorrência do acidente.
Condição ambiente de insegurança: condição do meio que causou o acidente ou contribuiu para a sua ocorrência.
Lesão pessoal: qualquer dano sofrido pelo organismo humano, como conseqüência de acidente de trabalho.
Natureza da lesão: expressão que identifica a lesão, segundo suas características principais.
Localização da lesão: indicação da sede da lesão.
Doença de trabalho: doença decorrente do exercício continuado ou intermitente de atividade laboral capaz de provocar lesão por ação imediata.
Doença profissional: doença de trabalho causada pelo exercício de atividade específica, constante de relação oficial (CID-10).
Morte: cessação da capacidade de trabalho pela perda da vida, independente do tempo decorrido desde a lesão.
Lesão com afastamento: lesão pessoal que impede o acidentado de voltar ao trabalho no dia imediato ao do acidente ou que resulte em incapacidade permanente.
Acidentado: Vítima de acidente.
Empregado: qualquer pessoa com compromisso de prestação de serviço na área de trabalho considerada, incluído estagiários, dirigentes e autônomos.
Comunicação de acidente: informação que se dá aos órgãos interessados, em formulário próprio, quando da ocorrência de acidente.
Registro de acidente:
Registro metódico e pormenorizado, em formulário próprio, de informações e de danos de um acidente, necessário ao estudo e a análise de suas causas, circunstâncias e conseqüências. Neste registro já estão incluídos os dados do Registro de acidentado: registro metódico e pormenorizado, em formulário individual, de informações e de dados relativos a um acidentado, necessários ao estudo e a análise das causas, circunstâncias e conseqüências do acidente.
Formulários para registro, estatísticas e análise de acidente: formulários destinados ao registro individual ou coletivo de dados relativos a acidentes e respectivos acidentados, preparados de modo a permitir a elaboração de estatísticas e análise dos acidentes, com vistas a sua prevenção.
CAT (Comunicado de acidente de trabalho): formulário padronizado pelo Instituto Nacional de Seguro Social, para o registro de acidentes de trabalho. Tem um prazo de 24 horas para o preenchimento.
CIPA: Comissão Interna para Prevenção de Acidentes previstos na NR-5.
DRT: Delegacia Regional do Trabalho.
Socorrista: Pessoal treinado nas ações de primeiros socorros em acidentes de trabalho.
ESCOLHA A TALHA CERTA PARA O SEU TRABALHO
Escolha um equipamento que seja capacitado para o trabalho. · Conheça as capacidades das talhas e os pesos de suas cargas e então combine-as! · A aplicação, tipo e tamanho da carga e os acessórios a serem utilizados, também devem ser levados em consideração quando selecionar a talha correta para o trabalho. · Lembre-se que as Talhas KOCH foram projetadas para solucionar o manuseio de materiais, não somente dar segurança ao operador, mas também à carga. ::
INSPECIONE
Todo o equipamento deve ser visualmente inspecionado, antes de sua utilização, além de se efetuar manutenção regular e periódica, de acordo com as recomendações deste manual. · Deficiências devem ser observadas e levadas ao conhecimento do superior, assegure-se de que talhas defeituosas sejam marcadas e retiradas de operação, até que sejam consertadas. · Você não deve operar uma talha com mau funcionamento sob qualquer circunstância. · Verifique o material, observando se não está danificado. Não opere talhas com elos trincados, torcidos, etc... · Ganchos que estejam danificados, deformados ou gastos não devem ser utilizados. · As correntes devem ser inspecionadas, observando se não há restos de materiais que possam se depositar no mecanismo durante a operação. · Teste o freio para garantir que não há riscos de deslizamento da carga. ::
UTILIZE A TALHA CORRETAMENTE
Garanta que a talha está solidamente presa à parte mais alta do suporte do gancho. · Garanta que a talha e a carga estejam alinhadas. · Não utilize a talha sem que a carcaça e a corrente estejam alinhadas entre os ganchos.
Garanta que a carga esteja seguramente presa. Não a prenda na extremidade do gancho ou no lastro do gancho. · Jamais use extensor para o limite da corrente. Você está sobrecarregando a talha. :: O SERVIÇO DO
OPERADOR
LimpezaAs talhas Koch devem ser devidamente limpas, livres de pó, sujeira, mofo, etc..., que possam afetar sua operação ou sua segurança.- LubrificaçãoA corrente deve ser devidamente lubrificada.- Após ReparosOpere cuidadosamente a talha antes de recolocá-la no serviço
terça-feira, janeiro 16, 2007
INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA COM TALHAS ELÉTRICA
1. Esteja familiarizado com os comandos, procedimentos e advertências de operação das talhas.
2. Esteja certo de que o deslocamento do gancho está ocorrendo na mesma direção indicada nos controles.
3. Esteja certo de que os limitadores de fim de curso da talha funcionam corretamente.
4. Tenha os pés firmes no chão, quando operar a talha.
5. Esteja certo que os suportes da carga ou outros dispositivos aprovados são do tamanho correto e estão bem apoiados no gancho.
6. Esteja certo de que a trava de segurança do gancho, se utilizada, está fechada e que apóia qualquer parte da carga.
7. Esteja certo de que a carga está livre para movimentação e também que o seu trajeto está livre de obstruções.
8. Manuseie a corrente cuidadosamente, verifique o equilibrio da carga, eleve-a algumas polegadas e verifique se a carga está bem presa antes de continuar.
9. Evite a oscilação da carga ou do gancho.
10. Tenha certeza de que todas as pessoas estejam afastadas da carga suspensa.
11. Avise as pessoas ao aproximar-se com uma carga.
12. Proteja a corrente de carga de respingos de solda e outros materiais contaminantes e prejudiciais.
13. Comunique imediatamente qualquer mau funcionamento, desempenho incomum ou dano à talha.
14. Inspecione regularmente a talha, troque peças danificadas ou desgastadas e mantenha relatórios de manutenção apropriados.
15. Utilize peças de reposição CM quando consertar a talha.
16. Utilize travas de proteção no gancho sempre que possível.
17. Lubrifique a corrente de carga, conforme recomendado no manual.
18. Não eleve cargas acima da capacidade.
19. Não utilize o dispositivo limitador de carga para medir a carga.
20. Não use talhas danificadas ou talhas que não estejam funcionando corretamente.
21. Não use a talha com corrente torcida, enrolada, danificada ou desgastada.
22. Não eleve a carga a não ser que a corrente esteja perfeitamente assentada na polia da corrente.
23. Não use a corrente de carga como eslinga ou para "amarrar" a carga.
24. Não eleve a carga se houver alguma amarra impedindo carga igual em todas as correntes de sustentação. 25. Não aplique a carga na ponta do gancho.
26. Não opere a talha a menos que a carga esteja bem centralizada abaixo da talha.
27. Não permita que sua atenção seja desviada da operação da talha.
28. Não opere a talha além dos limites de curso da corrente.
29. Não use os limitadores de curso como interruptores habituais de operação. Eles são unicamente dispositivos de emergência.
30. Não use a talha para elevar, apoiar ou transportar pessoas.
31. Não eleve cargas sobre a cabeça das pessoas.
32.Não deixe uma carga suspensa desatendida a não ser que tenham sido tomadas precauções específicas.
33. Não permita contato estreitos entre duas talhas ou entre a talha e obstruções.
34. Não permita que a corrente ou o gancho sejam utilizados como apoio para soldas.
35. Não permita que a corrente ou o gancho sejam tocados por um eletrodo de solda ligado.
36. Não remova ou apague os avisos contidos na talha.
37. Não ajuste ou conserte uma talha, a não ser que você esteja qualificado para efetuar a manutenção do equipamento.
38. Não tente aumentar o comprimento da corrente ou consertar uma corrente danificada.
39. Não instale ou opere a talha em locais de risco.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
sexta-feira, janeiro 12, 2007
AUXÍLIO - DOENÇA É SÓ PARA QUEM NÃO PODE TRABALHAR ?
Problemas de saúde que não incapacitem trabalhador para suas atividades profissionais não dão direito ao benefício de São Paulo (SP) - Muitas pessoas reclamam que os peritos médicos do INSS não concedem o benefício auxílio-doença, mesmo que elas sejam portadoras de algum problema de saúde. Isso tem ocorrido porque a maioria dos trabalhadores desconhece a verdadeira finalidade do auxílio-doença, que é garantir o sustento dos segurados do INSS quando estes estiverem incapacitados para sua atividade profissional. Portanto, esse benefício não é concedido quando o perito constata que, apesar de apresentar um problema de saúde, o trabalhador tem condições de permanecer em atividade.
Outro critério para o auxílio-doença desconhecido pela população é que doenças iniciadas antes da inscrição do trabalhador na Previdência não podem ser levadas em consideração para que esse benefício seja concedido. Nessa situação, a concessão do auxílio-doença só poderá ocorrer se o perito do INSS constatar que houve agravamento do problema de saúde após a inscrição do segurado como contribuinte na Previdência Social. Além disso, a legislação previdenciária exige que o trabalhador tenha uma carência, ou seja, um número mínimo de contribuições. Essa carência é de 12 meses e apenas não é necessária nas seguintes situações: quando o segurado sofre um acidente de qualquer natureza (por acidente de trabalho ou fora do trabalho) e nos casos de doenças graves, como hanseníase, mal de Parkinson, aids, cardiopatia grave, alienação mental, cegueira, entre outras.
O que é o auxílio-doença? É um benefício concedido pelo INSS ao segurado que estiver impedido de trabalhar por mais de 15 dias por motivo de doença ou acidente. Para os trabalhadores com carteira assinada, os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador. A partir do 16º dia, a Previdência Social se responsabilizará pelo pagamento, desde que o interessado protocole o pedido do benefício em uma agência do INSS. Já no caso do contribuinte individual (empresários, profissionais liberais, trabalhadores por conta própria, entre outros), a Previdência paga todo o período da doença ou do acidente (desde que o trabalhador tenha requerido o benefício).
Qual a função do perito médico? O profissional dessa área é responsável pela realização do exame morfopsicoprofissiográfico, por meio do qual analisa as condições de saúde, o aspecto psicológico e o grau de comprometimento do trabalhador na função ou profissão. A tarefa do perito médico do INSS não é cuidar da saúde do trabalhador, mas sim avaliar se ele está em condições de exercer sua atividade profissional. Caso a pessoa esteja incapaz para o trabalho, será concedido auxílio-doença durante o período em que ela ficar afastada de sua atividade. Porém, se a pessoa tiver uma doença que não a impeça de trabalhar, o pedido de auxílio-doença será negado. É importante lembrar que o tratamento de um problema de saúde deve ser feito por um médico do Sistema Único de Saúde (SUS) ou particular. (Nelmar Rocha e Francisco Marçal)
Fonte:Ministério da Previdência Social
quinta-feira, janeiro 11, 2007
MODELO DE FICHA
Declaro para os devidos fins, que recebi os EPI’s – Equipamentos de Proteção Individual, conforme descrição abaixo, bem como as orientações referentes ao usar corretamente. Assumo inteira responsabilidade quanto às normas de utilização, limpeza e conservação. Em caso de dano e/ou perda por uso indevido ou negligência, ficarei obrigado (a) a pagá-los por ser um patrimônio da empresa Avelino Bragagnolo S/A Ind. e Com. Que será utilizado para minha segurança e bem estar.
Declaro que estou ciente da obrigatoriedade do uso dos EPI’s, ficando passível no caso de inobservância desta obrigatoriedade, ao artigo 158 da CLT.
Nome do funcionário:___________________________________________________
Desconto do EPI: ______________________________________________________
Valor: R$ ____________________________________________________________
Motivo do desconto:____________________________________________________
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Assinatura do Funcionário: ___________________________________________






